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setembro 25, 2026
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Biorremodelação ganha espaço entre quem busca melhorar a pele sem alterar o rosto

Por · setembro 25, 2026
Biorremodelação ganha espaço entre quem busca melhorar a pele sem alterar o rosto


Procedimentos estéticos que preservam os contornos do rosto e buscam resultados menos perceptíveis têm ganhado espaço entre quem quer cuidar da pele sem alterar os traços. Em vez de apostar apenas em volume ou mudanças marcantes, a proposta é melhorar aspectos como hidratação, textura e firmeza. É nesse contexto que a biorremodelação tecidual, abordagem que utiliza ácido hialurônico injetável, passou a ser mais discutida nos consultórios.
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A dermatologista Juliana Schinzari Palo observa que a procura acompanha uma mudança na maneira como parte dos pacientes encara os procedimentos estéticos. “Estamos vivendo uma fadiga das grandes transformações e uma busca por uma beleza saudável, natural e regenerativa. Os pacientes querem um autocuidado que estimule a pele a recuperar funções que foram perdidas com as agressões e o passar do tempo”, afirma.
Entre as opções que seguem essa proposta está o Profhilo, um produto à base de ácido hialurônico que, segundo as dermatologistas consultadas, não tem como objetivo acrescentar volume ao rosto. A ideia é atuar na qualidade do tecido, com efeitos relacionados à hidratação e à firmeza.
Como funciona a biorremodelação?
A biorremodelação se diferencia de outros procedimentos injetáveis pelo objetivo do tratamento. Preenchedores de ácido hialurônico são usados principalmente para repor volume e redefinir determinadas áreas, enquanto os bioestimuladores de colágeno buscam provocar uma resposta que favoreça a produção dessa proteína. Já a biorremodelação tem como foco melhorar as características do tecido.
“O conceito está relacionado à capacidade de promover uma remodelação dos tecidos por meio de estímulos celulares e bioquímicos”, esclarece a dermatologista Flávia Brasileiro.
No caso do Profhilo, a formulação combina ácido hialurônico de alto e baixo peso molecular. A tecnologia empregada no produto permite uma liberação progressiva da substância no tecido, segundo Juliana.
“Não se trata simplesmente do efeito do ácido hialurônico de alto ou baixo peso molecular isoladamente. A tecnologia cria uma nova estrutura, com comportamento próprio na pele, capaz de promover uma melhora progressiva da qualidade do tecido”, acrescenta.
A dermatologista Paola Pomerantzeff ressalta que o produto não tem efeito volumizador. “É um produto de ácido hialurônico puro não reticulado e, portanto, não confere volume, mas promove hidratação, melhora a textura da pele e reduz a aparência de linhas finas”, diz.
Quais efeitos podem ser percebidos?
A proposta não é transformar a estrutura do rosto, mas trabalhar características da pele. De acordo com Flávia, a biorremodelação pode estimular componentes da matriz extracelular, estrutura que dá sustentação aos tecidos.
“É importante entender que a pele não é uma estrutura estática. As células recebem constantemente sinais do ambiente ao seu redor e respondem a eles. A biorremodelação promovida pelo Profhilo procura atuar justamente nesse contexto, promovendo estímulos que podem contribuir para a remodelação da matriz extracelular e para a melhora das características do tecido”, detalha.
Paola também relaciona o procedimento ao estímulo de componentes como elastina, ácido hialurônico e colágeno. “O Profhilo é capaz de estimular a matriz extracelular e componentes como elastina, ácido hialurônico e colágeno, contribuindo para a melhora da qualidade da pele.”
Na prática, a indicação pode aparecer tanto para quem começa a perceber mudanças relacionadas ao envelhecimento quanto para quem já apresenta sinais mais evidentes. “Utilizamos em casos de perda de viço, ressecamento, rugas e flacidez. O objetivo não é mudar o rosto, mas melhorar a qualidade daquela pele”, pontua Juliana.
Embora seja mais associado à face, o procedimento também pode ser realizado em outras regiões, como pescoço, colo e mãos. A indicação, no entanto, depende das características de cada área e da avaliação médica.
Quando os resultados aparecem?
Os primeiros efeitos podem ser percebidos em poucos dias, sobretudo pela melhora da hidratação. Mudanças relacionadas à firmeza e à qualidade do tecido tendem a aparecer de forma gradual, ao longo das semanas seguintes.
“Isso ocorre porque o envelhecimento continua acontecendo e a pele permanece exposta a fatores como radiação solar, estresse, noites mal dormidas e hábitos de vida. Na minha prática, a reaplicação costuma ser feita em intervalos de quatro a seis meses, sempre de acordo com a necessidade de cada paciente”, pondera Juliana.
A duração, portanto, não é igual para todo mundo. Além do processo natural de envelhecimento, características individuais e hábitos cotidianos podem influenciar a resposta ao tratamento.
Biorremodelação: por que técnica que não altera o rosto ganhou espaço
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O procedimento substitui outros tratamentos?
Não necessariamente. A biorremodelação tem uma proposta diferente de técnicas usadas para dar volume, corrigir assimetrias ou tratar alterações estruturais mais profundas. Por isso, pode fazer parte de um planejamento que reúna diferentes abordagens.
“Ele não volumiza, não corrige assimetrias e não trata desestruturações profundas. Nesses casos, é importante associar outros tratamentos”, diz Juliana.
A combinação com tecnologias a laser também pode ser considerada em alguns casos, de acordo com a avaliação do dermatologista. A lógica é trabalhar diferentes aspectos da pele, como textura, densidade e qualidade do tecido, em vez de concentrar todo o tratamento em uma única técnica.
Quem pode fazer?
Apesar de ser um procedimento minimamente invasivo, a biorremodelação não é indicada indiscriminadamente. A necessidade, a área a ser tratada e a combinação com outros recursos devem ser avaliadas individualmente.
“É contraindicado em gestantes ou em pacientes com doenças autoimunes não controladas e exige cautela em pessoas com alterações da coagulação”, alerta Juliana.
Flávia reforça a importância da consulta antes da aplicação. “A avaliação médica é fundamental para determinar se a biorremodelação é adequada e qual estratégia pode oferecer o resultado mais coerente com as características individuais”, finaliza.

Biorremodelação ganha espaço entre quem busca melhorar a pele sem alterar o rosto