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O índice Dow Jones — que reúne as 30 maiores empresas dos EUA — recuou 3,98%, a 40.545 pontos. O S&P 500 — composto por 500 companhias americanas de diversos setores — perdeu 4,84%, a 5.396 pontos. Somadas, as empresas que compõem o índice perderam cerca de US$ 2 trilhões somente nesta quinta-feira.
O Nasdaq, que reúne companhias do setor de tecnologia, cedeu 5,97%, a 16.550 pontos. Já o índice DXY — que mede a força do dólar frente a uma cesta de seis moedas — caiu 1,79%.
Os investidores retiraram em massa seus investimentos nas Bolsas dos EUA, à medida que se intensifica a preocupação de que o maior aumento das tarifas americanas em um século prejudique o crescimento econômico.
Trump adotou as tarifas como uma ferramenta para afirmar o poder dos EUA, reavivar a produção doméstica e obter concessões geopolíticas. Os economistas dizem que o resultado de curto prazo de suas medidas provavelmente será o aumento dos preços nos EUA e um crescimento mais lento, ou talvez até mesmo uma recessão.
— Se essas tarifas se mantiverem, a economia vai se desacelerar — disse Mary Ann Bartels, da Sanctuary Wealth.
— Independentemente de ser uma recessão ou não, está claro que a economia está caminhando para uma desaceleração nos EUA e em todo o mundo. Não há outro lugar para se esconder, a não ser os mercados de renda fixa.
O famoso investidor americano Bill Gross aconselhou aos investidores que estão pensando em comprar novas ações com o mercado em baixa que se mantenham de fora, por enquanto.
“Os investidores não devem tentar ‘pegar uma faca que está caindo’”, disse ele em um e-mail. “Este é um evento econômico e de mercado épico, semelhante a 1971 e ao fim do padrão ouro, mas com consequências negativas imediatas.”
Os EUA correm o risco de ficar presos entre a desaceleração do crescimento e o aumento dos preços como resultado dos planos de tarifas abrangentes, de acordo com o presidente da Apollo Global Management, Jim Zelter.
As chances de uma recessão na maior economia do mundo aumentaram para 50% ou mais, afirmou Zelter em entrevista à Bloomberg TV. O risco de que as tarifas acelerem a inflação e limitem a capacidade do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) de estimular o crescimento por meio da redução das taxas também aumentou significativamente, disse ele.
“Resta-nos ponderar até onde a ação dos preços pode se estender a partir daqui. Nesse estágio, a incerteza mais relevante é o grau de venda do mercado acionário dos EUA”, ponderaram Ian Lyngen e Vail Hartman, da BMO Capital Markets. “Caso as ações continuem a cair, prevemos que os rendimentos do Tesouro farão o mesmo.”
