A influenciadora brasileira Suellen Carey, de 39 anos, que mora em Londres, decidiu incluir cerca de 20 latas de feijão em sua reserva de alimentos para situações de emergência. A quantidade surpreendeu pessoas próximas, que questionaram a necessidade de estocar tantos mantimentos de um só tipo. A iniciativa surgiu depois que ela conheceu a campanha Be Ready, do governo britânico, que orienta a população a manter em casa suprimentos suficientes para enfrentar até três dias de emergência.
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Lançada em 22 de outubro, a iniciativa recomenda que os moradores tenham água, alimentos que não dependam de refrigeração ou preparo no fogo e outros itens básicos para situações como tempestades e interrupções no fornecimento de serviços essenciais. Ao conhecer as orientações, Suellen começou a avaliar o que precisaria ter em casa caso não pudesse sair para fazer compras.
“Quando vi aquilo, pensei logo em guerra. Fui olhar o que tinha em casa e comecei a fazer uma lista de compras. Pensei no que poderia comer se faltasse luz, no que duraria mais tempo e fui comprando as coisas”, conta.
Entre os itens escolhidos, o feijão acabou despertando mais curiosidade. Suellen diz que algumas pessoas estranharam a quantidade e questionaram se o governo havia recomendado especificamente a compra do alimento. Ela, porém, explica que a escolha levou em conta seus próprios hábitos alimentares.
“Teve gente que me perguntou: ‘Mas por que tudo isso de feijão?’. Também ouvi: ‘Mas o governo não mandou ninguém comprar feijão’. Eu falei que o governo pediu para guardar comida, não disse o que cada um tinha que comprar. Sou brasileira, gosto de feijão. Se tiver que ficar três dias trancada em casa, pelo menos quero comer alguma coisa de que gosto”, relata.
Mesmo com os mantimentos separados, a influenciadora admite que ainda se sente desconfortável ao imaginar a possibilidade de precisar recorrer à reserva. Acostumada a resolver a falta de algum produto com uma ida ao supermercado, ela diz que a ideia de ficar alguns dias sem poder sair de casa mudou sua percepção sobre a importância de estar preparada.
“Antes, se faltava alguma coisa, eu simplesmente ia ao supermercado. Agora fico imaginando como seria não poder sair para comprar nada. Espero que isso nunca aconteça, porque dá medo pensar nessas coisas. Mas prefiro ter tudo guardado e não precisar usar do que passar por uma situação dessas sem ter me preparado”, conclui.
Brasileira em Londres estoca 20 latas de feijão por medo de guerra; entenda
