Apontado por autoridades da Indonésia como suspeito de envolvimento no assassinato de um traficante de drogas holandês, o brasileiro Darlan Bruno Lima Sant’ana, de 35 anos, foi preso em flagrante pela Polícia Federal na última terça-feira. A prisão aconteceu em Pará.
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Ele foi detido após apresentar documento e identidade falsas no atendimento da Polícia Federal para emissão de passaporte. A prisão de Lima foi mantida na audiência de custódia que aconteceu no dia 4 de junho.
Ao homologar a prisão em flagrante, o juiz federal Carlos Gustavo Chada Chavez citou o crime ocorrido na Indonésia e as suspeitas levantadas pelas autoridades locais da participação de Darlan no homicídio de um cidadão holandês.
“Tudo leva a crer que a apresentação de documento falso à PF teria como objetivo a evasão do Brasil e a garantiade não responsabilização pela prática de crimes”, diz um trecho da decisão. O juiz afirma ainda que o Ministério Público Federal apresentou a informação de que Darlan Santa’ana “responde a diversos crimes de homicídio”. Chavez converteu a prisão em preventiva e autorizou a quebra de sigilo telefônico do suspeito.
A advogada de Darlan apresentou um habeas corpus pedindo pela liberação do cliente. No pedido, ela alegou que a decisão que autorizou a prisão preventiva não tem “base concreta” e que se valeu de “referências genéricas a suposta notícia jornalística, menção à Interpol e afirmações de gravidade extrema”, sem comprovação formal.
A Justiça Federal negou o habeas corpus pela falta de documentos que permitissem a “adequada compreensão da controvérsia”, como a cópia do decreto de prisão.
Entenda o caso
Darlan Bruno Lima Sant’ana é apontando, juntamente com Kalyl Hyorran Oliveira Daher, de 29 anos, como um dos autores do assassinato do holandês Rene Pouwe em meados de março, na Indonésia. Os dois tiveram os nomes inseridos na lista da Interpol.
O assassinato aconteceu por volta das 22 horas do dia 23 de março. Segundo os investigadores, os dois brasileiros estavam em uma moto quando abordaram Rene Pouw, que voltava para a casa na área de Kerobokan, em Bali, após levar os cachorros para passear junto da namorada. Ele foi esfaqueado no rosto e no pescoço, e os criminosos deixaram a cena do crime em seguida.
A namorada de Pouw, que havia conseguido fugir no momento do ataque, chamou uma ambulância. A morte do holandês foi constatada às 23h29. A motivação por trás do crime ainda não é conhecida. Na época, os investigadores afirmaram que não acreditavam na possibilidade de ter sido uma tentativa de roubo.
Segundo o jornal australiano The Age, a namorada de Pouw relatou às autoridades que ela e a vítima viram a dupla momentos antes do crime, enquanto caminhavam com os cães. Ela descreveu que um dos suspeitos usava um uniforme da companhia de mototáxi local e o outro vestia uma camisa laranja.
O veículo australiano afirma ainda que Pouw residia em Bali desde 2024 e era dono de mais de uma empresa local.
A vítima tinha um histórico criminal nos Países Baixos. Rene Pouw foi condenado a cinco anos de prisão em 2005 por tráfico de drogas. No ano seguinte, ele obteve uma licença de fim de semana e não retornou à prisão, tendo se tornado um foragido. Em 2010, o nome dele foi parar na lista de mais procurados do país. Ele acabou preso em 2011 na Espanha e cumpriu o restante da pena, de acordo com a imprensa holandesa.

