A venda de carros eletrificados, categoria que inclui elétricos puros e veículos híbridos, atingiu novo patamar em julho, com 61.781 unidades comercializadas, o equivalente a 23,3% do mercado de carros zero. O levantamento foi feito pela consultoria automotiva Bright Consulting e revela que trata-se de um novo patamar recorde, com crescimento de 123% no acumulado no ano.
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De acordo com a consultoria, em junho, haviam sido vendidos 53.863 eletrificados e, em julho de 2025, foram 24.569 unidades. No acumulado do ano, o segmento já totaliza 303.831 unidades vendidas, frente aos 136.008 em 2025 — o que configura um avanço de 123%. A fatia das marcas chinesas equivale a 23% em julho (quase a totalidade do mercado de eletrificados), com avanço expressivo frente aos 19,8% de junho.
Os números mostram que, em julho, foram vendidos 25.764 carros elétricos puros (BEV, da sigla em inglês Battery Electric Vehicle – BEV). Nessa categoria, a chinesa BYD lidera, com 14.760 unidades comercializadas (57,3% do total), sendo o modelo Dolphin Mini o mais vendido, com 7.265 unidades.
Já entre os veículos híbridos plug in, (Plug-in Hybrid Electric Vehicle, PHEV, na sigla em inglês) foram vendidas 19.842 unidades (32,10% do total). Também a BYD é líder nesse segmento, com 8.703 unidades vendidas (43,9% do total), sendo o Song Pro o mais procurado com 4.156 unidades.
Na categoria dos veículos Hybrid Electric Vehicle (HEV, ou Veículo Elétrico Híbrido), que combina um motor a combustão e um motor elétrico foram vendidos 9.824 unidades, o equivalente a 15,90% do total. Entre os Mild Hybrid Electric Vehicle (MHEV), ou híbrido leve (também chamado de semi-híbrido), que junta um motor a gasolina ou diesel com um motor elétrico bem pequeno, foram comercializadas 5.797 unidades (9,40% do total).
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Já entre os Range Extended Electric Vehicle (REEV, ou Veículo Elétrico com Extensor de Autonomia), onde as rodas são movidas exclusivamente por um motor elétrico, enquanto um motor a combustão serve apenas como gerador para recarregar a bateria, foram vendidas 554 unidades ou 9,40% do total.
Segundo a Bright Consulting, a eletrificação segue como o principal vetor estrutural do mercado, com elevada concentração da BYD nos powertrains puramente elétricos e plug-in — “o que representa risco de dependência da cadeia, mas também confirma a força competitiva da marca no segmento”, diz a análise da consultoria.
A BYD informou que o mês de julho foi o melhor de sua história no Brasil em vendas, consolidando a marca na quarta posição do ranking geral de montadoras no país, com sua participação de mercado mais do que dobrando em um intervalo de um ano – salto de 4,3% para 9,1%. Foram 23.465 veículos da BYD emplacados no mercado total em julho, um crescimento de 142,4% em relação a igual período no ano passado, quando a empresa comercializou 9.680 unidades.
Já a GWM Brasil também informou que alcançou em julho o melhor desempenho mensal de sua história no país. Foram 9.297 veículos emplacados, um novo recorde desde o início das operações da marca. O resultado garantiu à empresa a 8ª posição no ranking nacional de vendas.
Mercado total também cresceu
Considerando todo o mercado mercado brasileiro de veículos leves, julho encerrou com 264.775 emplacamentos, alta de 1,6% sobre junho (que teve vendas de 260.498) e avanço de 15,0% sobre julho de 2025 (230.227).
No acumulado do ano, o setor chega a 1,6 milhão de unidades emplacadas, 18,9% acima do mesmo período de 2025 (1,3 milhão).
“Os números seguem positivos e claramente acima das projeções iniciais para 2026, sustentados pela combinação de recuperação do índice de confiança do consumidor, avanço acelerado dos eletrificados (que já representam 23,3% do mercado e cresceram 123% no acumulado do ano) e forte entrada de novos modelos chineses, cuja participação atingiu 23,0% em julho”, explica a consultoria.
Julho teve 23 dias úteis, contra 21 em junho e 23 em julho de 2025. Mesmo com dois dias úteis a mais que junho, o volume avançou apenas 1,6% — o que significa que a média diária de vendas caiu de 12.405 unidades em junho para 11.512 em julho, recuo de 7,2%.

