Os 11 países-membros do Brics, entre eles China, Rússia, Irã, Brasil e Índia, pediram calma no Oriente Médio em uma declaração conjunta divulgada neste sábado, no primeiro dia da cúpula do bloco de potências emergentes em Nova Délhi.
“Expressamos nossa profunda preocupação com a escalada contínua das tensões no Oriente Médio/Ásia Ocidental e (…) pedimos a máxima prudência, além de evitar ações que possam agravar ainda mais a situação”, afirma o comunicado.
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Às margens do encontro, o presidente do Irã, Masud Pezeshkian, afirmou que a região “não precisa de um policial”, em referência aos Estados Unidos, país que entrou em guerra com Teerã no último dia de fevereiro. Em retaliação, a República Islâmica bloqueou o Estreito de Ormuz, por onde, antes da guerra, transitava cerca de 20% do petróleo e do gás natural liquefeito consumidos no mundo. O controle da via tornou-se desde então um dos principais pontos de atrito do conflito.
— Não precisamos de um policial na região. A integridade territorial e a segurança regional só poderão ser garantidas por seus principais atores e pelos países que a integram — disse Pezeshkian, durante encontro com o primeiro-ministro da Malásia, Anwar Ibrahim. — Apesar de todas as injustiças sofridas por nosso povo, não desejamos a guerra nem seu prolongamento. A paz continua sendo nossa prioridade — acrescentou o presidente.
Na cúpula, o presidente da China, Xi Jinping, disse que a guerra no Oriente Médio não atende aos “interesses comuns” do planeta.
— À medida que a situação no Oriente Médio e no Golfo continua evoluindo, a guerra ali causou graves perdas aos povos da região.
Além deles, participam da cúpula o russo Vladimir Putin, entre outros líderes do bloco.
Com AFP
Brics pede 'máxima prudência' no Oriente Médio, e presidente do Irã diz que região 'não precisa de um policial' em referência aos EUA
Os 11 países-membros do Brics, entre eles China, Rússia, Irã, Brasil e Índia, pediram calma no Oriente Médio em uma declaração conjunta divulgada neste sábado, no primeiro dia da cúpula do bloco de potências emergentes em Nova Délhi. “Expressamos nossa profunda preocupação com a escalada contínua das tensões no Oriente Médio/Ásia Ocidental e (…) pedimos […]