Considerada a pessoa mais velha viva atualmente, a britânica Ethel Caterham completa 116 anos nesta quinta-feira, anunciou a casa de repouso onde ela vive, em Surrey, no sudeste da Inglaterra. Ethel se tornou o ser humano mais longevo do mundo no início de maio, após a morte de Inah Canabarro Lucas, freira brasileira que detinha o recorde.
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Nascida em 21 de agosto de 1909, em uma vila de Hampshire, no sul da Inglaterra, ela vive em um lar para idosos na cidade de Lightwater, no condado de Surrey, na mesma região. Após a morte de Inah — a freira brasileira que tinha 116 anos — Caterham, que já perdeu o marido e as duas filhas, passou a ser reconhecida como a pessoa mais velha do mundo, segundo o Grupo de Pesquisa Gerontológica (GRG), sediado nos Estados Unidos, e o banco de dados LongeviQuest.
“Ethel e sua família estão muito agradecidos por todas as mensagens carinhosas e pelo interesse demonstrado enquanto ela celebra seu 116º aniversário neste ano”, afirmou um porta-voz do asilo em que ela reside. “Ela decidiu novamente não conceder entrevistas, preferindo passar o dia tranquilamente com sua família para poder aproveitá-lo em seu próprio ritmo. O rei pode ser sua única exceção”, acrescentou.
No ano passado, Caterham recebeu um cartão de felicitações do rei Charles III por seu 115º aniversário.
O título de pessoa mais longeva da história pertence à francesa Jeanne Calment, que viveu até os 122 anos e 164 dias, de acordo com o Guinness World Records.
Em março de 2025, uma “supercentenária” fluminense afirma ter celebrado 120 anos em Itaperuna, no Noroeste do estado do Rio. Nascida em 10 de março de 1905, na zona rural de Porciúncula, ela viveu marcos históricos como a Primeira Guerra Mundial e a pandemia da Gripe Espanhola. Apesar da idade avançada, não faz uso de medicamentos e mantém boa saúde, algo que chama a atenção de médicos e pesquisadores.
Embora tenha certidão de nascimento e da identidade, Deolira ainda não teve sua longevidade reconhecida oficialmente. Isso porque os documentos originais foram perdidos em uma enchente em 1977, e as novas emissões não são aceitas como prova. Agora, familiares e médicos buscam o registro de batismo em igrejas antigas da região para tentar validar a idade. Se a comprovação for aceita, ela poderá disputar o título de pessoa mais velha do mundo, hoje ocupado pela britânica Ethel Caterham.
A história de Deolira, apelidada por familiares como “o terror do INSS”, também atraiu a atenção do Centro de Estudos do Genoma Humano e Células-Tronco da USP, que a incluiu no projeto “DNA Longevo”. Pesquisadores investigam se fatores genéticos e a miscigenação brasileira ajudam a explicar casos de longevidade extrema, como o dela. O estudo já revelou que variações genéticas únicas no Brasil podem estar ligadas a uma proteção contra doenças e ao envelhecimento saudável, mesmo em condições adversas.