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novembro 2, 2026
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Bruno Gissoni lembra trabalho em 'Avenida Brasil' e fala da vida no campo com Yanna Lavigne e os filhos

Por · novembro 2, 2026
Bruno Gissoni lembra trabalho em 'Avenida Brasil' e fala da vida no campo com Yanna Lavigne e os filhos


Intérprete do personagem Iran em “Avenida Brasil”, que está sendo reprisada no Vale a Pena Ver de Novo, Bruno Gissoni fala das recordações que tem dos bastidores da obra, exibida originalmente em 2012:
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— Eu amava fazer “Avenida Brasil”, primeiro porque era o início da minha carreira. O início sempre é muito intenso. Estamos sempre aprendendo. Era um elenco maravilhoso, com quem eu, naquele momento da minha carreira, nem imaginava poder estar contracenando. E o Iran ainda tem essa relação com a minha antiga profissão. Eu era jogador de futebol antes de virar ator. O sonho que eu não tive como jogador de futebol, eu realizei através da novela. Foi especial.
A obra de João Emanuel Carneiro ganhará uma continuação. “Avenida Brasil 2” tem previsão de estreia para janeiro do ano que vem. Gissoni conta se foi contatado para participar do projeto:
— Não, ainda não. Mas vamos ver, né? O Iran não morreu na primeira novela. Que eu saiba, ele está por aí (risos) — diz ele, que revela se pretende assistir à continuação: — Ah, com certeza. Um elenco incrível, uma direção incrível, um autor maravilhoso, genial. Então, óbvio que isso vai despertar o interesse de todo mundo. Vai ser muito nostálgico poder acompanhar.
Longe das novelas desde “A dona do pedaço” (2019), que irá substituir “Avenida Brasil” no Vale a Pena Ver de Novo a partir de 23 de novembro, Gissoni conta se tem vontade de voltar ao formato:
— Eu passei muito tempo fazendo novela. Amo esse ritmo de produção, de você ter que fazer muitas cenas diferentes todos os dias, estar na ativa o tempo todo com a mente do personagem. Você se aprofunda num personagem, tem aquela coisa de levar o personagem para casa. E, nas séries e longas, que é o que eu venho fazendo nesses últimos anos, é o contrário: é muito mais intenso. Você tem uma relação mais intensa com aquele personagem, com aquele trabalho, e isso também me ensina muito. Também amo fazer. A experiência que eu tenho fazendo “Impuros” é uma das mais incríveis que eu já tive na vida. São esses caminhos que se abriram para mim desde que eu fiz “A dona do pedaço”, e que são maravilhosos também. Estou curtindo cada momento, cada setor que o ofício me oferece, seja no cinema, seja na televisão, seja no teatro.
Gissoni gravou recentemente uma participação na série “A ira do herdeiro”, da Record, com previsão de estreia para 2027:
— Está sendo incrível. A última vez que eu tinha feito algo na Record foi no início da minha carreira, fazendo oficina de atores, a primeira oficina que teve com Roberto Bomtempo. Depois de anos, estou de volta com uma galera que eu já conheço, que fez parte da minha trajetória, como o Diego Miller e o Pablo Miller, que são diretores, e o Manguinha (Carlos Manga Jr.), com quem eu sempre quis trabalhar. Está sendo um momento muito especial. É uma megaprodução. Então, estou muito alegre com esse momento.
Esta é a primeira trama bíblica da qual o ator participa.
— Tem todo um contexto histórico, tem outras camadas com as quais eu ainda não tinha tido experiência… Você é obrigado a se transportar para um outro universo muito distante do seu. Para o ator, é um desafio muito delicioso — diz ele, que interpretará Jefté, o nono juiz de Israel: — Aconteceu tudo muito rápido. A cada nova informação que eu tenho, me interesso mais pelo personagem. Ele é um guerreiro, um mercenário… Não sei até onde eu posso falar, mas quem já conhece a história sabe que ele é muito crucial.
O ator fala de sua relação com a religião e com a fé:
— Eu sou espiritualizado, superacredito numa força maior. E acredito também na livre interpretação dessa força. Eu me mantenho aberto a tudo e a todos. Eu acho que, quanto mais informação e mais troca a gente tem sobre essa outra camada, mais nos enriquecemos. Sou totalmente aberto a todas as crenças e a todas as interpretações.
Desde 2020, Gissoni mora com a mulher, Yanna Lavigne, e as filhas do casal, Madalena e Amélia, num sítio em Itamonte, no Sul de Minas Gerais. O ator fala dos motivos que a família teve para sair da cidade grande:
— Foram vários. Foi a junção de vários motivos, vários sonhos. Eu sempre tive esse elo mais forte com a natureza. Quando as minhas filhas nasceram, entendi que podia ser um ótimo momento de ter essa experiência e criá-las num ambiente que eu considero mais saudável, tanto espiritualmente, mentalmente e fisicamente para elas. E é o que está acontecendo. Estamos morando numa cidade pequena, de 15.000 habitantes, mas é uma cidade que, para a gente, é quase utópica. Tudo o que sonhamos numa vida mais confortável, menor, mais intimista. Tem sido maravilhoso, porque não tivemos que abrir mão de nada. Eu e Yanna continuamos trabalhando. Quando tem um trabalho em São Paulo ou no Rio, a nossa cidade fica no meio do caminho: fica a três horas do Rio e de São Paulo. A logística fica até melhor.
Pai de duas meninas, o ator conta se ele e Yanna pensam em ter mais filhos:
— Se um dia vier mais um, eu vou achar a coisa mais linda do mundo, vou amar ter mais essa experiência. Só que estamos muito felizes com as duas. Não sei dizer se vamos parar por aqui ou não, mas já estamos muito felizes.
Gissoni revela que o plano dele e de Yanna é passar o resto da vida no interior, onde eles já começaram um novo empreendimento:
— Para a gente voltar para a cidade, muita coisa tem que mudar na cidade. Estamos criando uma vida para a gente no sítio. Ele representa muita coisa também, porque é uma espécie de pousada. Vamos trabalhar com ecoturismo, turismo cultural. Então, é uma forma de criar uma vida paralela que também ande em conjunto com essa nossa vida atual. Já estamos pensando no futuro, mas agindo no presente. O projeto que temos em Itamonte, que é o Refazenda Sertão, fala sobre cultura, sobre a relação com a natureza, sobre a produtividade na terra e essas experiências lindas que a natureza proporciona. E tentamos linkar isso ao máximo com a nossa carreira.
Gissoni e Yanna já têm cinco hospedagens em sua propriedade, entre elas a Cabana Matangi, um chalé de madeira em meio à natureza:
— Devagarinho, estamos criando as ideias e botando elas em prática mês após mês, crescendo com cuidado e responsabilidade. Já temos uma estrutura de cinco chalés para receber. Nossa nota nos aplicativos de hospedagem é sempre a máxima. É um lugar que é quase um refúgio, para que você possa ver o pôr do sol com calma, comer o melhor queijo do Brasil, que fica lá em Itamonte. Tem muita cachoeira, muita mata.
O ator conta que a vida corrida faz com que ele tenha menos contato diário com os irmãos, Felipe e Rodrigo Simas, mas ressalta a parceria entre eles, apesar de terem personalidades diferentes:
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— Acho que o segredo da nossa parceria é a nossa mãe, que criou a gente (risos). Temos muita conversa, diálogo, amparo emocional um com o outro. E temos esse elo forte da nossa família, que é a nossa mãe, que faz questão de unir todo mundo sempre. Eu estou morando em Minas. O Felipe está com uma família gigante também, correndo para lá e para cá, e o Rodrigo tem a vida dele. Então, às vezes, é muito difícil a gente se encontrar, mas a nossa mãe faz questão dessa união. E, para a gente, é sempre muito delicioso reunir todo mundo. Temos feito cada vez menos, porém cada momento em que nos encontramos é sempre mais especial. Vamos equilibrando as coisas. A minha mãe levou os meus sobrinhos, os primos da Madalena e da Amélia, lá para Itamonte semana passada, e foi uma delícia; as crianças amaram. Esses momentos vão virando lembranças maravilhosas, memórias que vão nos unindo cada vez mais.
Bruno Gissoni com a mulher, Yanna Lavigne, e as filhas do casal, Madalena e Amélia. Ao lado, o ator posa com a mãe, Ana Sang, e os irmãos, Rodrigo e Felipe Simas
Reprodução / Instagram
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Bruno Gissoni lembra trabalho em 'Avenida Brasil' e fala da vida no campo com Yanna Lavigne e os filhos