Anitta tem usado as mudanças de cabelo como parte de sua construção visual, alternando laces de diferentes cores, comprimentos e texturas. As transformações modificam a percepção sobre a cantora sem exigir alterações permanentes nos fios naturais. Para a visagista e terapeuta capilar Mari Borges, a variedade também evidencia como escolhas aparentemente pontuais podem interferir na imagem transmitida.
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“Anitta está usando várias laces e, olhando pelo visagismo, isso é muito mais interessante do que uma simples mudança de cabelo. Cada modelo cria uma nova leitura para a imagem dela, sem que seja necessário submeter o cabelo natural a tantas colorações, descolorações e mudanças de textura”, explica.
Anitta
Divulgação Jhuan Martins
Segundo Mari, características como o formato oval do rosto, as sobrancelhas marcadas, os olhos escuros e as maçãs do rosto evidentes permitem explorar diferentes propostas. A cor, porém, altera de maneira significativa o resultado. Tons mais escuros criam contraste com a pele e evidenciam o olhar, as sobrancelhas e o contorno facial, contribuindo para uma aparência mais intensa. Já nuances de chocolate, castanho iluminado e dourado reduzem esse contraste e podem transmitir uma imagem mais leve e natural.
O comprimento e a textura também interferem nessa percepção. Fios muito longos e lisos, especialmente quando usados com risca central, reforçam a simetria do rosto e podem conferir uma aparência mais marcante. Ondas e cachos acrescentam movimento e volume, enquanto a divisão lateral modifica o equilíbrio das proporções e pode criar um efeito mais glamouroso.
Até a forma como a lace é instalada pode fazer diferença. De acordo com a especialista, uma linha frontal muito baixa ou o excesso de densidade pode diminuir visualmente a testa e deixar a expressão mais pesada. “Não basta a lace estar bem colada. A densidade, a linha frontal, a divisão, a cor e o volume precisam conversar com aquele rosto. É esse conjunto que faz a transformação funcionar de verdade”, afirma.
Anitta
Divulgação Richie Talboy
A possibilidade de transitar entre propostas também acompanha a maneira como Anitta constrói sua imagem pública, frequentemente associada a diferentes estilos, fases musicais e referências visuais. Nesse contexto, a lace funciona como mais um elemento dessa composição, capaz de acompanhar roupas, músicas e personagens sem estabelecer uma aparência única.
“E é exatamente isso que a Anitta mostra tão bem: o cabelo não precisa representar uma identidade fixa. Ele pode acompanhar o momento, a roupa, a música e a personagem que queremos comunicar. O visagismo não existe para limitar ninguém a um único cabelo ‘ideal’. Ele existe para entendermos o que cada escolha comunica”, destaca Mari.
Anitta
Divulgação TV Globo
Para a terapeuta capilar, essa possibilidade de mudança é justamente um dos aspectos que tornam as transformações da cantora relevantes sob a ótica do visagismo. “Quando Anitta troca de lace, ela não muda apenas o cabelo. Ela muda a energia, a presença e, muitas vezes, até a personagem”, conclui.
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