Beatriz Reis abriu o coração ao falar sobre a difícil relação que teve com a acne na adolescência, uma fase marcada por inseguranças e desconfortos. Para ela, as marcas na pele foram mais do que um problema estético: impactaram diretamente sua autoestima e a maneira como ela se relacionava com o mundo ao seu redor.
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— Na adolescência foi difícil. Eu tinha bastante acne e aquilo mexia muito com a minha autoestima, além de ser uma acne dolorida, que piorava a situação. Me sentia insegura, não gostava de aparecer sem maquiagem e até evitava algumas situações por vergonha. Foi um período de bastante aprendizado, porque naquela época eu não tinha condições de cuidar como cuido hoje, então precisei lidar com a frustração e com a aceitação ao mesmo tempo — conta ao GLOBO.
Com o passar do tempo, Bia conquistou uma nova perspectiva sobre sua aparência, que hoje vê como parte essencial da própria história.
— O tempo me trouxe maturidade para entender que a perfeição não existe. Hoje eu cuido, faço tratamentos que estão ao meu alcance, mas também sei que essas marquinhas fazem parte da minha história. Elas me lembram de tudo que já passei e de como evoluí. Isso mudou completamente como me enxergo: eu gosto do que vejo no espelho, mesmo que não seja uma pele ‘perfeita’ — afirma.
Essa transformação também refletiu a rotina de cuidados com a pele, que evoluiu significativamente após a passagem pelo BBB, quando passou a ter acesso a tratamentos dermatológicos específicos.
— Antes do BBB, eu não tinha condições de investir em tratamentos. Hoje, com mais estrutura, eu posso me cuidar melhor. Faço laser, sigo orientação médica e uso tratamentos específicos para a acne. Claro que é um processo lento, que deixam às vezes a pele sensível e avermelhada, mas eu vou aos poucos — explica.
A decisão de mostrar a pele real, sem filtros ou edições, fortalece a conexão de Bia com o público, que se identifica com sua autenticidade:
— Sinto que o público se identifica quando me vê sem filtros, sem esconder quem eu sou. Isso gera uma conexão real, porque todo mundo tem suas inseguranças. Mostrar minha pele, do jeitinho que ela é, ajuda a quebrar aquele padrão de beleza inalcançável que a gente vê nas redes sociais.
Bia também deixa um recado para jovens que convivem com problemas de pele e acabam se sentindo pressionadas por padrões irreais de aparência.
— Eu diria que cada fase passa. A acne passa, as marcas podem ser tratadas, mas como você se enxerga é o mais importante. Não dá para esperar ter a pele perfeita para ser feliz, até porque isso não existe. Se cuidem, busquem orientação, mas entendam que cada corpo é de um jeito e faz parte do natural do ser humano, cada um com suas individualidades e questões, mas a beleza real está muito além disso.
Hoje, a apresentadora reconhece os sinais deixados como símbolos de superação e amadurecimento.
— Essas marcas me lembram da menina sonhadora que sempre fui e da mulher que aprendeu a se amar. Elas contam minha trajetória de superação, de paciência e de aceitação. Para mim, são como cicatrizes que mostram que cresci, que me transformei.
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Por fim, Beatriz reforça a importância de promover uma relação mais saudável e verdadeira com a imagem pessoal, especialmente para figuras públicas que influenciam a percepção social.
— Eu vejo como essencial. Hoje em dia, a gente é bombardeado o tempo todo por um ideal de beleza que não é real. Se eu, como figura pública, posso mostrar que sou feliz com minhas imperfeições, já sinto que estou contribuindo. É um processo coletivo, mas cada mulher que se aceita, abre caminho para outras também se aceitarem — declara.