O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) voltou a endurecer, nesta quarta-feira (12), as críticas a Flávio Bolsonaro (PL-RJ), adversário na disputa pela Presidência da República. Durante uma agenda de campanha, o candidato afirmou que o currículo do senador se resume à sua certidão de nascimento, em uma referência à condição de filho do ex-presidente Jair Bolsonaro. A informação é da CNN.
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A declaração foi dada em meio à escalada dos ataques de Caiado à família Bolsonaro. O candidato do PSD tem sido pressionado por aliados a adotar uma postura mais incisiva diante de Flávio, que também disputa espaço no eleitorado de direita.
Caiado contrapôs a trajetória política dos dois. Disse ter construído seu currículo ao longo de cerca de quatro décadas de vida pública, com passagens pela Câmara dos Deputados e pelo Senado, além de dois mandatos como governador de Goiás.
— Ninguém aprende a governar sentado na cadeira de presidente da República — afirmou Caiado, ao criticar a experiência do adversário.
A discussão sobre o currículo de Flávio veio à tona após perfis oficiais do senador no Senado e na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) informarem que ele teria uma pós-graduação em Ciências Políticas pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Procurada pelo g1, a universidade afirmou não ter registros de que o parlamentar tenha estudado na instituição.
Posteriormente, a campanha de Flávio atribuiu a informação a “erros ou equívocos”, possivelmente reproduzidos de páginas como a Wikipedia.
Caiado também levou a crítica às redes sociais. “Quem mente no currículo não tem compromisso com a verdade na hora de governar. Isso é um fato!”, escreveu.
Ataques aos debates
O candidato do PSD também mirou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Caiado chamou os dois adversários de “covardes e amarelões” caso decidam não participar dos debates presidenciais do primeiro turno.
A estratégia representa mais um capítulo do aumento das críticas de Caiado aos Bolsonaro. Nas últimas semanas, o ex-governador também atacou Eduardo Bolsonaro, chegando a compará-lo ao personagem Pateta.

