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Califórnia e Texas avançam com novos mapas eleitorais visando controle da Câmara dos EUA em 2026

BRCOM by BRCOM
agosto 21, 2025
in News
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Senadores mostram mapa durante uma audiência pública do Comitê Especial do Senado do Texas sobre nova distribuição distrital — Foto: Brandon Bell/Getty Images/AFP

Os estados da Califórnia e do Texas, os dois maiores colégios eleitorais dos EUA, avançaram nesta quinta-feira com projetos para modificar a divisão dos distritos eleitorais em seus territórios, em uma disputa política que antecipa a busca pelo controle da Câmara, que terá sua composição parcialmente renovada durante as eleições de midterm em 2026.

  • Entenda o projeto: Câmara do Texas aprova novo mapa eleitoral que beneficia republicanos nas eleições de 2026
  • Manobra eleitoral: Texas e Califórnia discutem novos mapas eleitorais em batalha entre republicanos e democratas

Uma comissão especial do Senado do Texas aprovou pelo placar de 5 a 3 um projeto enviado pela Câmara estadual no dia anterior, que prevê um redesenho do mapa eleitoral do estado. A divisão dos distritos eleitorais em um formato que beneficiasse o Partido Republicano, que governa o estado, foi um pedido pessoal do presidente Donald Trump aos representantes estaduais. Uma votação no plenário do Senado era esperada para finalizar o trâmite legislativo e o projeto ser enviado para sanção do governador Greg Abbott.

Em resposta ao movimento político no Texas, congressistas estaduais da Califórnia aprovaram horas depois um projeto para modificação do mapa eleitoral do estado, de maioria democrata. Assim como no estado do sul, as lideranças locais defenderam a estratégia como uma forma de garantir uma situação mais favorável a candidatos governistas nas eleições de 2026.

Alterações na divisão dos distritos eleitorais são comuns nos EUA, mas costumam acontecer ao final de cada década, acompanhando o Censo populacional, a fim de readequar os limites dos distritos à quantidade de eleitores. A movimentação atual, no entanto, começou após Trump pressionar estados com maioria republicana a redesenharem seus mapas de forma antecipada, a fim de garantir novas cadeiras na Câmara em 2026, ao concentrar ou diluir distritos de maioria democrata.

No caso do formato proposto pelo Texas, a nova distribuição concentra o eleitorado democrata em distritos que o partido já tem maioria, como nos arredores de grandes cidades como Austin, Dallas e Houston, e diminuindo a presença de adversários em condados vizinhos, que poderiam ser revertidos. O mapa proposto também empurra alguns democratas do Congresso para cadeiras já representadas por correligionários, criando possíveis disputas internas. A expectativa dos republicanos é de que a alteração reverta cinco cadeiras na Câmara dos EUA em 2026.

Ao explicar o mapa eleitoral do Texas à comissão especial do Senado estadual na quinta-feira, o republicano Phil King demonstrou sua preocupação com a política no âmbito federal.

— Estou muito preocupado que, se os republicanos perderem a maioria na Câmara dos EUA, os dois anos após as eleições de meio de mandato possam ser muito prejudiciais para o Texas e para os EUA — declarou.

Senadores mostram mapa durante uma audiência pública do Comitê Especial do Senado do Texas sobre nova distribuição distrital — Foto: Brandon Bell/Getty Images/AFP

No caso da Califórnia, tanto o governador Gavin Newsom quanto os parlamentares que votaram para redefinir a divisão dos distritos eleitorais, a medida foi apresentada como uma resposta à alteração no Texas. Em uma declaração a repórteres, Newsom definiu a tramitação de cunho abertamente político como “combater fogo com fogo”, dizendo se tratar de uma reação.

O ex-presidente Barack Obama apoiou a resposta na Califórnia, chamando a reação de “inteligente e equilibrada”.

— Não queremos essa luta, e não escolhemos essa luta, mas com nossa democracia em jogo, não podemos e não vamos fugir dessa luta — disse Marc Berman, deputado democrata na Califórnia, ao apresentar a legislação no Capitólio Estadual nesta quinta-feira.

Os caminhos para que os novos mapas ganhem validade são diferentes nos dois estados. No caso do Texas, não existe nenhuma previsão legal, além do próprio trâmite na Câmara e no Senado do estado, para que a redivisão seja oficializada pelo governador. No caso da Califórnia, Newsom ainda precisa colocar o projeto aprovado para consulta popular, que deve acontecer em novembro.

  • Trump 2.0: De olho nas eleições de meio de mandato, republicanos tentam mudar mapa eleitoral no Texas e desatam guerra entre estados

A equipe do governador afirmou que ele já arrecadou US$ 6,2 milhões em doações em uma semana, a fim de arcar com custos da disputa do plebiscito.

O processo no Texas impulsionou uma corrida nacional entre os partidos para tentar melhorar suas próprias chances de eleger deputados em 2026. Estados governados por republicanos e democratas se articulam para aprovar novos mapas eleitorais, o que alteraria a balança de poder em áreas como Nova York, Illinois, Flórida, Louisiana, Ohio e Indiana antes de qualquer voto ser depositado nas urnas.

A governadora de Nova York, Kathy Hochul, classificou a iniciativa do governo federal como “o último suspiro de um partido desesperado agarrado ao poder”, alertando Trump de que “o jogo começou”.

Trump, por sua vez, afirmou na manhã desta quinta-feira, nas redes sociais, que republicanos no Missouri também concordaram em redesenhar o mapa distrital, com o objetivo de virar uma cadeira democrata em Kansas City para o Partido Republicano.

“O grande estado do Missouri agora está DENTRO”, anunciou Trump em suas redes sociais. “Não estou surpreso. É um estado maravilhoso, com pessoas incríveis. Eu o venci — todas as 3 vezes — com ampla vantagem. Vamos vencer as eleições de meio de mandato no Missouri novamente, maiores e melhores do que nunca!”.

As disputas internas nos estados têm como objetivo o controle da Câmara dos Deputados após as eleições de 2026. Historicamente, os partidos governistas perdem cadeiras no Congresso durante as eleições de midterm — o que poderia tirar dos republicanos a maioria almejada pela Casa Branca. (Com NYT e AFP)

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