Na volta do recesso parlamentar, a Câmara Municipal do Rio apreciou alguns vetos do prefeito Eduardo Paes, entre eles o que criava o “Dia da Cegonha Reborn no Calendário Oficial do Rio”, que foi mantido. A data, que seria comemorada no dia 4 de setembro, ganhou grande repercussão ao ser ser aprovada em plenário, no semestre passado.
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O autor do projeto, o vereador Vitor Hugo (MDB) utilizou seu tempo ao microfone para defender a proposta. Segundo ele, o seu conteúdo foi deturpado, mas mesmo assim os colegas optaram pela manutenção do veto.
—Não sei se as pessoas leram e nao entenderam ou só querem aparecer nas redes sociais. Por que não podemos homenagear essas profissionais? O trabalho delas ajuda na saúde mental de milhares de pessoas que sofrem com diversos traumas. A data é uma singela homenagem — disse o parlamentar.
O projeto de lei nº 1892/2023, que previa a inclusão a data no calendário da cidade pretendia com a iniciativa homenagear um grupo de mulheres que procurou o parlamentar, segundo ele. De acordo com a justificativa, a homenagem era para as artesãs que criam bonecos realistas de bebês, chamadas de Cegonhas.
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A votação foi acompanhada por um grupo de artesãs que fabricam essas bonecas hiper-realistas, liderado por Janaina Affonso. Eles levavam cartazes e pediam “respeito às cegonhas”. O veto foi mantido porque apenas 21 vereadores votaram pela derrubada, quando seriam necessários 26 votos.
— Estamos tristes com a manutenção do veto, mas agora é continuar a seguir nossa campanha pelo respeito à profissão. Precisamos mostrar para sociedade que bebê reborn não é coisa de gente enlouquecida, é uma ferramenta que serve para ajudar no equilíbrio da saúde mental, ou no divertimento. E nossa profissão é aquela que proporciona isso — disse Janaina.
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A proposta foi vetada pelo prefeito em 4 de junho. Na ocasião, Paes postou em suas redes sociais uma foto do documento com a justificativa do veto e, na legenda, ironizou: “Com todo respeito aos interessados, mas não dá…”
Ainda na tarde desta terça-feira, os vereadores derrubaram o veto de Paes ao Projeto de Lei 2073/2023, também de autoria do vereador Vitor Hugo (MDB), que cria o “Praia limpa é lixo zero”. A proposta busca transformar o Rio de Janeiro em referência na gestão de resíduos em praias. Também pretende combater a poluição plástica e fomentar a substituição de produtos descartáveis por reutilizáveis.
Além disso, sugere iniciativas para desenvolver práticas sustentáveis no comércio da orla carioca, incentiva a educação ambiental contínua e cria medidas permanentes de controle e conscientização sobre o lixo, especialmente voltadas para banhistas e comerciantes.