Caminhoneiros atacaram indígenas Munduruku que ocupam a BR-230, em Itaituba (PA), em protesto contra a lei do marco temporal, em pauta hoje na Câmara de Conciliação do STF. As agressões e ameaças já foram reportadas ao MPF por lideranças.
O movimento indígena, acampado há três dias na Transamazônica, faz um apelo a Gilmar Mendes pela inconstitucionalidade da lei, seguindo decisão anterior do próprio Supremo.
A manifestação dos Munduruku foi criticada por caminhoneiros, que divulgaram mensagens ofensivas em grupos de WhatsApp. Um deles afirmou: “bando de índios vagabundos, não querem trabalhar, só querem saber de dinheiro, povo preguiçoso”.
Na madrugada de quarta-feira, motoristas atropelaram as barricadas montadas pelos indígenas e destruíram parte dos equipamentos usados para alimentação e abrigo. Ao menos dois indígenas ficaram feridos com pedradas.
Manifestantes também flagraram o momento em que um motorista faz uma manobra perigosa e proposital na direção de um grupo.
Os indígenas pleiteiam a derrubada da lei, que dispõe sobre o reconhecimento, a demarcação, o uso e a gestão de terras indígenas. Uma das principais preocupações é a legalização do garimpo ilegal nos territórios. Entidades veem riscos na regulamentação da mineração em suas terras.
Caminhoneiros atacam indígenas em protesto contra marco temporal

