A campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva entrou com ações junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o candidato do PL, Flávio Bolsonaro.
Um dos processos — que envolve também o candidato a vice, Alfredo Gaspar — a campanha pede a cassação do registro de candidatura da chapa e a declaração de inelegibilidade de Flávio Bolsonaro pelo discurso do senador na Festa do Peão de Barretos, em São Paulo. Ele falou na abertura do evento e fez um aceno ao agronegócio, mesmo sem apresentar propostas para o setor, sem citar Lula diretamente.
A chapa petista argumenta, porém, que houve abuso de poder econômico devido. Conforme a ação, a chapa de Flávio utilizou uma estrutura profissional de som, luz e público, “o que configura financiamento empresarial indevido e um ‘showmício’ disfarçado”.
Retirada de conteúdo
Em outra ação, a coligação lulista pede a retirada de vídeos em que Flávio e aliados usam um deepfake para se referir a Lula como “bandido”.
A ação questiona vídeos produzidos com inteligência artificial que associam Lula à palavra “bandido”, com a legenda “Devemos chamar a polícia?”.
O vídeo possui música de fundo que contém a palavra “bandido” a qual, quando é mencionada na trilha sonora de fundo, retrata-se a figura de Lula.
A coligação pede remoção do vídeo em até 24 horas, inclusive para as plataformas tornarem indisponíveis os conteúdos, proibição de novas republicações, multa diária em caso de descumprimento, e, por fim, pedem a imposição de multa de até R$ 30 mil por ato publicado e por representado

