Um homem que denunciou o desaparecimento de sua filha de 9 anos no norte de Nova York no fim de semana foi acusado de assassinato nesta segunda-feira, um dia após o corpo dela ter sido encontrado, informou a Polícia Estadual. As autoridades encontraram no domingo o corpo da menina, Melina Galanis Frattolin, em Ticonderoga, Nova York, disse a Polícia do Estado de Nova York em um comunicado.
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Guardas florestais encontraram o corpo dela em uma parte rasa de um lago, disse o capitão Robert McConnell, da Polícia Estadual de Nova York, em uma entrevista coletiva nesta segunda-feira. A Polícia Estadual disse que seu pai, o canadense Luciano Frattolin, de 45, foi acusado de homicídio de segundo grau e ocultação de cadáver.
Ele foi indiciado nesta segunda-feira no Tribunal Municipal de Ticonderoga. Frattolin, representado por um defensor público, declarou-se inocente e foi encaminhado para a Cadeia do Condado de Essex antes de uma audiência judicial na sexta-feira. Os autos do tribunal afirmam que ele escondeu o corpo da filha sob um tronco. Os autos e a polícia não forneceram detalhes sobre o motivo.
As autoridades não deram detalhes sobre a causa da morte nem disseram onde especificamente a menina foi encontrada em Ticonderoga, que fica no Condado de Essex, em Nova York, e cerca de 160 quilômetros ao norte de Albany.
Frattolin inventou o relato de que sua filha havia possivelmente sido sequestrada perto da saída 22 da rodovia Interestadual 87 em Lake George, em Nova York, por volta das 22h de sábado, disse a polícia. Ele disse aos investigadores que, quando parou para ir ao banheiro, sua filha desapareceu do carro, possivelmente sequestrada por ocupantes de uma van branca.
O capitão McConnell disse que a menina e seu pai, ambos moradores de Montreal, entraram legalmente nos Estados Unidos em 11 de julho para férias, durante as quais visitaram Nova York e Connecticut. A menina foi vista em um vídeo de vigilância por volta das 17h30 de sábado em um restaurante em Saratoga Springs, em Nova York, e então disse à mãe por telefone às 18h30 que estava voltando para o Canadá.
Melina, que morava em tempo integral com a mãe em Montreal, parecia estar com boa saúde e não indicou que estava sob qualquer pressão no momento da ligação, disse a polícia. A Polícia Estadual disse em um comunicado que Melina foi morta em algum momento após seu telefonema para sua mãe e antes da ligação de seu pai para o 911 sobre seu desaparecimento.
“Nenhuma evidência foi localizada para apoiar os relatos de Frattolin de um sequestro envolvendo uma van branca suspeita na área do suposto desaparecimento”, disse a polícia.
A Polícia Estadual disse em um comunicado que “conforme o caso progredia, a polícia identificou inconsistências no relato dos eventos feito pelo pai e no cronograma que ele forneceu”. O corpo da menina foi encontrado cerca de 61 quilômetros ao norte do Lago George, um destino turístico popular de verão na região de Adirondack, a cerca de 320 quilômetros ao norte da cidade de Nova York.
Um site da empresa de Frattolin o descreveu como um empreendedor e fundador da Gambella Coffee, e alguém que “passa o máximo de tempo possível em Montreal, Canadá, com sua linda filha Melina. O site da empresa foi retirado do ar nesta segunda-feira.