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outubro 4, 2026
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Candidatos à Presidência votam no primeiro turno; Lula e Flávio citam indefinição nas pesquisas

Por · outubro 4, 2026


Os principais candidatos à Presidência da República votaram na manhã deste domingo (4), no primeiro turno das eleições de 2026. Luiz Inácio Lula da Silva (PT) votou em São Bernardo do Campo (SP), acompanhado de Geraldo Alckmin e de aliados da chapa, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) votou em Vila Isabel, na Zona Norte do Rio. Os dois, que aparecem tecnicamente empatados nas últimas edições do Datafolha e Quaest, citaram o cenário de indefinição mostrado nas pesquisas. Também votaram neste domingo os candidatos Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão) e Augusto Cury (Avante).
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Flávio mencionou a percepção de voto útil captada por sondagens de sua campanha e pediu um “voto de confiança em Flávio Bolsonaro agora no primeiro turno”. Lula afirmou que “pesquisa de ontem não vale nada” e disse estar confiante na vitória.
Romeu Zema votou em Minas Gerais e teve o uso de celular dentro da cabine de votação questionado pela Justiça Eleitoral. O presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG), Carlos Henrique Perpétuo Braga, afirmou que o caso será apurado. Ronaldo Caiado votou em Nova Crixás, na Zona Norte de Goiás, acompanhado de Gilberto Kassab e Daniel Vilela. Renan Santos votou em São Paulo e criticou a estratégia do voto útil, enquanto Augusto Cury votou na capital paulista.
Flávio Bolsonaro
O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) votou na manhã deste domingo (4), no Rio de Janeiro. Ele chegou às 8h, logo depois da abertura dos portões da Escola Municipal Barão Homem de Mello, em Vila Isabel, na Zona Norte. Foto: Guito Moreto / Agência O Globo Márcio Alves
Guito Moreto / Agência O Globo
Flávio Bolsonaro chegou ao local de votação, na Zona Norte do Rio, às 8h, acompanhado do candidato ao governo do Rio Douglas Ruas (PL) e dos candidatos ao Senado do partido Carlos Jordy e Carlos Portinho.
Acompanhado também pela esposa, Fernanda Bolsonaro, Flávio votou na Escola Municipal Barão Homem de Mello, em Vila Isabel, bairro da Zona Norte do Rio. Depois de votar e antes de seguir com Fernanda para a seção dela numa escola da Tijuca, ele prometeu “libertar o povo brasileiro”.
— Nossos trackings mostram o voto inteligente, o voto de revolta já nesse primeiro turno. Pessoas que votariam em outros candidatos, que também são contra o Lula, já votando em Flávio Bolsonaro — disse Flávio, que pediu “um voto de confiança em Flávio Bolsonaro agora no primeiro turno”.
Na véspera da votação, pesquisa Quaest divulgada neste sábado (3) mostrou Lula (PT) com 46% dos votos válidos e Flávio Bolsonaro (PL) com 45%, em empate técnico. O levantamento ouviu 3.702 eleitores entre os dias 2 e 3 de outubro e tem margem de erro de dois pontos percentuais.
Lula
Lula e Alckmin votam em São Paulo
NELSON ALMEIDA/AFP
O presidente posou com a bandeira do Brasil e com o vice, Geraldo Alckmin, depois de votar na escola estadual João Firmino, no bairro Assunção, em São Bernardo do Campo (SP), no ABC paulista. Ao conversar com a imprensa, ele citou rapidamente os escândalos do Banco Master, que dominaram boa parte do período eleitoral.
Ao conversar com a imprensa, Lula citou rapidamente os escândalos do Banco Master, que dominaram boa parte do período eleitoral.
Para Lula, “pesquisa de ontem não vale nada”:
— A pesquisa que vale será feita hoje, às 17h. A pesquisa que vai valer, seja boa ou a ruim, é a que vai acontecer na hora que abrir a urna neste país — disse o presidente. — Hoje é um dia glorioso para o país. Uma página virada. Estou confiante na vitória e certo de que temos participação em nível nacional. Estou certo de que podemos ganhar as eleições.
Romeu Zema
Candidato a presidente pelo partido Novo, Romeu Zema descumpre regra ao votar com celular
Reprodução/Globonews
O candidato do Novo, Romeu Zema, votou em Minas Gerais. Na pesquisa Quaest divulgada neste sábado (3), Zema apareceu com 0% no levantamento, que ouviu 3.702 eleitores entre os dias 2 e 3 de outubro e tem margem de erro de dois pontos percentuais.
O candidato foi alvo de questionamento da Justiça Eleitoral por ter entrado com um celular na cabine de votação em Araxá, no interior de Minas Gerais. O presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG), Carlos Henrique Perpétuo Braga, afirmou que a Justiça Eleitoral vai apurar o episódio envolvendo o candidato.
O uso do celular na cabine é proibido pela Justiça Eleitoral e o caso de Zema será apurado pelo TRE-MG. Segundo o presidente do tribunal, a conduta é irregular e pode configurar crime eleitoral, inclusive com pena de detenção, dependendo da análise do caso e de eventual denúncia do Ministério Público.
Questionado sobre o episódio, Zema afirmou que entrou com o celular na cabine “por hábito” e disse que não recebeu nenhum alerta antes de votar. O candidato também negou ter usado o aparelho durante o procedimento.
“Eu ando com o celular o dia todo. Ele é quase como se fosse um dedo. Ninguém me lembrou ali e eu fui votar normalmente. Não fotografei nada, não fiz nada com o celular ali. Fui só votar mesmo. A cola eu levei no papel”, afirmou Zema.
Ronaldo Caiado
Ronaldo Caiado vota nas eleições 2026
Reprodução
Ronaldo Caiado (PSD) votou no Colégio Estadual Zizi Perillo Caiado, em Nova Crixas, na Zona Norte de Goiás. A pesquisa Quaest divulgada na véspera da votação apontou Ronaldo Caiado com 3% dos votos válidos.
Ele estava acompanhado de Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD e candidato a vice-presidente, e de Daniel Vilela (MDB) que, além de ter sido vice-governador de Caiado e tê-lo substituído quando deixou o governo para concorrer à presidência, é atual candidato ao governo.
Renan Santos
Candidato Renan Santos, do Missão, vota em São Paulo e critica fala de discussão na campanha
Imagem de rede social
O candidato do partido Missão, Renan Santos, votou na Escola Estadual José Geraldo de Lima, no bairro do Socorro, Zona Sul de São Paulo. Ele estava acompanhado de correligionários e apoiadores, como o deputado federal Kim Kataguiri (missão) e a vereadora Amanda Vettorazzo (União Brasil), coordenadora geral do Missão.
Antes de votar, Renan Santos classificou a disputa atual como a “pior eleição desde a redemocratização”, criticou a falta de debates aprofundados e comentou a estratégia do voto útil na reta final da campanha.
— Foi a pior eleição desde a redemocratização em 89. Uma eleição vazia, e ela foi construída para ser vazia, porque as forças políticas que hoje são majoritárias, estão envolvidas em escândalos de corrupção gigantescos. Não querem ter discussão, têm medo que surjam ‘outsiders’ (forasteiros), morrem de medo da novidade. Então elas criaram uma eleição para que elas pudessem disputar fingindo demência — criticou o candidato.
Sobre o voto útil defendido pelo Flávio Bolsonaro, que poderia tirar votos de outros candidatos da direita, incluindo o próprio Renan Santos, ele disse que sua campanha trabalhou para que isso não acontecesse.
— A gente trabalhou muito para que isso não acontecesse. Eles queriam uma mentira de que se você não vota no Flávio, Lula ganha no primeiro turno. Isso, infelizmente, ressoa para algumas pessoas menos informadas — disse.
Santos afirmou que nunca encontrou um eleitor de Flávio Bolsonaro que tivesse outro argumento que não fosse tirar Lula do poder.

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