O Dia dos Namorados deste ano vai ser especial para Chico Chico. O cantor e compositor carioca de 32 anos tem um encontro marcado com Maria Bethânia, que vai participar do seu show no Qualistage. A apresentação, especial para a data, é para os casais apaixonados mas também para os solteiros (“O Dia dos Namorados costuma ser associado a um tipo específico de amor, mas a verdade é que o afeto aparece de muitas formas. Tem quem esteja apaixonado, quem esteja solteiro, quem esteja celebrando amizades ou reencontros”, destaca Chico Chico).
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O GLOBO — Você e Maria Bethânia já gravaram uma música juntos e você já participou de um show dela. Como é a troca entre vocês dois e como foi o convite para o seu show?
CHICO CHICO — A Bethânia é das maiores artistas do Brasil e alguém que eu admiro profundamente e com quem tenho uma relação de muito carinho. Já tive a alegria de dividir o palco e também de gravar com ela, e são experiências que ficam marcadas para sempre. Quando surgiu a ideia desse show, pensei que seria um sonho se ela participasse. Estou muito feliz que vai rolar, uma honra para mim. Será inesquecível.
E como é a sua relação com Ana Frango Elétrico e Anelis Assumpção, as outras duas convidadas da noite?
Admiro muito tanto o trabalho como pessoalmente Anelis e Ana, que conheci no colégio, estudamos juntos. Ana é muito inventivo, está sempre propondo novos caminhos para a música brasileira, e a Anelis tem uma força criativa e uma identidade muito marcante. São referências importantes da música contemporânea e será divertido estar com elas no palco, nessa noite tão especial. Cada uma traz um universo próprio e isso enriquece muito a experiência do show.
O show vai ser no Dia dos Namorados, mas em toda divulgação vem escrito que ele é “pra solteiros também”. Quando marcaram o show nesse dia, já pensaram nessa brincadeira? Como veio essa ideia?
Foi uma ideia da produção, que surgiu logo no começo das conversas sobre o show. O Dia dos Namorados costuma ser associado a um tipo específico de amor, mas a verdade é que o afeto aparece de muitas formas. Tem quem esteja apaixonado, quem esteja solteiro, quem esteja celebrando amizades ou reencontros. A brincadeira das mesas e da pista nasceu desse desejo de incluir todo mundo e de trazer leveza para a data. No fim das contas, é uma noite para quem gosta de música.
O que mais te orgulha nesse trabalho, o álbum “Let it burn — deixa arder”?
Todos os meus álbuns refletem o momento que eu estava vivendo, as influências, as decisões artísticas, as composições e etc. Lembrando sempre que são processos coletivos, com grande participação de músicos e produtores. “Let It Burn – Deixa Arder” traz referências de música brasileira, assim como de folk americano e minhas primeiras composições em inglês. Na turnê o álbum vai ganhando vida e outros contornos, a partir da mesma essência, vão surgindo a cada show.
Quando compõe, canta e grava suas canções, pensa de alguma maneira — em maior ou menor grau, direta ou indiretamente — em deixar uma obra para a posteridade? Como gostaria de ser lembrado?
Olha, nunca pensei nisso (risos). Componho e canto porque não sei ser de outro jeito, porque é minha forma de estar no mundo.
- Onde: Qualistage. Via Parque, Barra
- Quando: Sexta-feira (12), às 21h30
- Quanto: De R$ 100 (“Pista dos solteiros”) a R$ 290 (“Mesa dos casais”), via Ticketmaster

