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outubro 10, 2026
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Capacetes de pilotos da Fórmula 1 viram obras de arte no GP de Cingapura

Por · outubro 10, 2026
Capacetes de pilotos da Fórmula 1 viram obras de arte no GP de Cingapura


Na Fórmula 1, nem só os carros ganham um visual especial a cada temporada. Os capacetes também viram espaço para criatividade, homenagens e histórias pessoais. Para o Grande Prêmio de Cingapura, que acontece neste domingo (11), nove pilotos aparecem em uma seleção de modelos especiais publicada pela imprensa esportiva internacional. Há referências à cultura local, desenhos coloridos e até uma peça artesanal que levou dois meses para ficar pronta.
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Um dos mais curiosos é o capacete de Alex Albon, da Williams, inspirado no durian, fruta tropical bastante popular no Sudeste Asiático e conhecida como “rei das frutas”. Com casca espinhosa e cheiro marcante, ela aparece no desenho que o piloto apresentou nesta semana. A criação também traz referências à sua identidade e ao circuito de Marina Bay, além de etiquetas de preço inspiradas nas encontradas nos mercados locais.
capacete de Alex Albon, da Williams, inspirado no durian, fruta tropical bastante popular no Sudeste Asiático
Reprodução da internet
Oscar Piastri, da McLaren, foi por outro caminho. Seu capacete foi desenvolvido com a artista singapuriana Angeline Kong e se inspira no bordado de contas de vidro associado à cultura peranakan, marcada pela mistura de influências chinesas e malaias. A produção levou cerca de dois meses e envolveu aproximadamente 350 mil pequenas contas. O resultado é um desenho em tons de verde-azulado, com uma fênix cercada por flores e folhas. Na tradição peranakan, a ave simboliza virtude e prosperidade. Piastri já usou capacetes especiais em outras edições da corrida, mas considera o modelo deste ano seu favorito.
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A Mercedes também apostou em referências locais. Os capacetes de George Russell e Kimi Antonelli incorporam elementos florais inspirados na Vanda Miss Joaquim, a orquídea nacional de Cingapura. A mesma inspiração aparece nos uniformes da equipe, com detalhes em roxo e azul fluorescente. A escolha leva para as pistas um símbolo associado à resiliência e à diversidade cultural do país.
Na Ferrari, Charles Leclerc e Lewis Hamilton também integram a seleção de capacetes especiais. A lista inclui ainda Lando Norris, da McLaren, Fernando Alonso, da Aston Martin, e Oliver Bearman, da Haas. Embora as imagens revelem diferenças de cores, grafismos e acabamentos, nem todos os pilotos divulgaram explicações detalhadas sobre os desenhos.
A tradição de apresentar capacetes exclusivos ganhou força em Cingapura, que entrou no calendário da Fórmula 1 em 2008 como sede da primeira corrida noturna da categoria. Sob os refletores de Marina Bay, acabamentos metálicos, cromados e iridescentes ganham destaque, transformando os equipamentos em parte do espetáculo visual da prova.
Ao longo dos anos, os pilotos já exploraram ideias inusitadas. Em 2012, Sebastian Vettel apresentou um capacete com luzes de LED que representavam constelações ligadas à família e a pessoas queridas. Lewis Hamilton também já apostou em modelos dourados e cromados, enquanto outros competidores aproveitaram a etapa para exibir cores e desenhos fora do padrão habitual.

Capacetes de pilotos da Fórmula 1 viram obras de arte no GP de Cingapura