A rapper Cardi B voltou a movimentar as redes sociais ao compartilhar um vídeo em que admite não lembrar a última vez que lavou o cabelo, consequência do uso constante de lace — perucas coladas ao couro cabeludo. A declaração gerou comentários variados e reacendeu o debate sobre higiene e cuidados capilares.
- Novo visual de Carolina Dieckmmann surpreende e causa alvoroço nas redes: ‘Outra mulher’
- Confira: Zé Felipe manda mensagem apaixonada e recebe resposta de Ana Castela
Para a médica especialista em estética Fernanda Nichelle, a frequência ideal de lavagem depende do tipo de fio, mas períodos prolongados sem higienização podem trazer problemas sérios. “Os cabelos mais oleosos devem ser lavados diariamente, pois a oleosidade em excesso pode favorecer a proliferação fúngica, causar irritação no couro cabeludo e até mesmo queda capilar”, alerta.
A profissional ressalta que a falta de limpeza adequada também afeta a pele do rosto e das costas. “O cabelo sujo tem uma produção excessiva de sebo e de oleosidade. Essa secreção gordurosa pode ser transferida do couro cabeludo para a testa ou para as costas, favorecendo o surgimento de acne”, explica.
O uso excessivo de produtos sem enxágue, como leave-in, também merece atenção. “Isso também serve para as pessoas que usam muito leave-in no fio de cabelo, pois esse produto pode ser transferido para a pele e obstruir os poros”, acrescenta.
Segundo Dra. Fernanda, manter a rotina de limpeza é essencial não só para estética, mas também para a saúde do couro cabeludo:
“Pedimos aos pacientes uma atenção especial à higiene do cabelo, para que a pele dessas regiões se mantenha o mais saudável possível. Lavar menos o cabelo significa deixar sujidade no couro cabeludo, o que pode acarretar desde dermatite seborreica até queda capilar. Por outro lado, lavar demais também pode danificar os fios, enfraquecendo-os.”
A dermatologista Olívia Ribeiro, especialista em tricologia e transplante capilar, reforça que o couro cabeludo é uma estrutura viva que exige cuidados regulares. “Não é só cabelo, é pele. E pele sem cuidado adoece”, afirma.
Mesmo quem utiliza lace precisa manter hábitos de higiene rigorosos para evitar complicações que, em casos graves, podem ser irreversíveis. A técnica é popular entre celebridades e pessoas que buscam praticidade, proteção dos fios ou mudanças estéticas. Mas, quando a limpeza não é adequada, o couro cabeludo pode desenvolver inflamações, proliferação de fungos, mau odor, coceira e até queda de cabelo.
Dra. Olívia esclarece dúvidas comuns sobre o tema:
O uso prolongado da lace pode favorecer o acúmulo de suor, oleosidade e micro-organismos?
“Sim. O uso prolongado pode favorecer a proliferação de bactérias, fungos e outros micro-organismos, porque a lace cria um ambiente mais quente e abafado no couro cabeludo. Esse clima favorece inflamações, dermatites, irritação, aumento da oleosidade e até o surgimento de feridas. Com o tempo, além do desconforto, pode ocorrer queda capilar e, em casos mais graves, formação de cicatrizes.”
A falta de lavagem por longos períodos afeta a microbiota do couro cabeludo?
“A microbiota é o conjunto de micro-organismos que habita naturalmente o couro cabeludo. Quando a higienização é insuficiente, esse equilíbrio é rompido, permitindo que fungos e bactérias se multipliquem. Isso pode resultar em micoses, foliculites, caspa intensa, coceira, irritação e queda de cabelo. É um ciclo: quanto mais sujo e abafado, mais os problemas se agravam.”
Quais sinais indicam que o couro cabeludo está comprometido e quando procurar um dermatologista?
“Sinais de alerta incluem mau cheiro, excesso de oleosidade, coceira persistente, caspa, dor, feridas, descamação, foliculites (como pequenas espinhas inflamadas), falhas ou queda de fios. Ao perceber qualquer um desses sintomas, especialmente irritação acompanhada de queda, é importante procurar um dermatologista imediatamente. Quanto mais cedo tratamos, menores são os danos.”
Existe uma frequência segura de lavagem para quem usa lace ou técnicas de proteção?
“A frequência ideal varia, mas não se deve ultrapassar dois dias sem lavar o couro cabeludo. Quem transpira mais, faz atividade física ou vive em regiões quentes deve lavar diariamente. Quem tem couro cabeludo mais seco pode lavar em dias alternados. A higienização frequente pode reduzir a durabilidade da prótese, mas a saúde do couro cabeludo deve ser prioridade. É melhor ajustar a lace com mais frequência do que lidar com lesões e queda. Usar lace não é um problema, desde que haja manutenção adequada. A lace é uma técnica de proteção, não de abandono. O couro cabeludo precisa ser cuidado, limpo e observado.”

