A chapa puro sangue do Partido Liberal, formada por Carlos Portinho e Carlos Jordy, foi eleita para as duas vagas no Senado Federal pelo Rio de Janeiro. Eles apareciam com 26,82% e 24,61% dos votos, respectivamente, com 97,37% das urnas apuradas. A corrida pela disputa das duas vagas no Senado ficou acirrada durante toda a campanha. Pesquisas na reta final apontavam que os dois eleitos estavam tecnicamente empatados com a terceira colocada, Benedita da Silva (PT), que na apuração apareceu com 20,2% dos votos.
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Carlos Portinho foi eleito como suplente de Arolde de Oliveira (PSD) e assumiu a cadeira do Senado após a morte do titular, em 2020. Advogado, ele foi um dos assessores parlamentares que redigiram o projeto inicial que se tornaria a Lei da Ficha Limpa. No Congresso, foi líder do governo no Senado durante o último ano de gestão de Jair Bolsonaro e, posteriormente, assumiu a liderança do PL. Durante a campanha, defendeu uma reforma no judiciário brasileiro e que as facções criminosas sejam classificadas como terroristas.
Carlos Jordy foi eleito pela primeira vez vereador de Niterói em 2016. Dois anos depois, chegou a Brasília ao conquistar uma vaga na Câmara Federal pelo antigo PSL, sempre com apoio da família Bolsonaro, sobretudo do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro. O parlamentar se tornou líder da oposição nesta legislatura e é uma das principais vozes da direita que defendem o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal. Durante a campanha, defendeu a classificação de facções e milícias como organizações terroristas e o endurecimento da legislação penal.
Carlos Portinho e Carlos Jordy são eleitos senadores pelo Rio de Janeiro; Benedita fica de fora
