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Casa Branca rejeita saídas de Rubio e Hegseth após derrota nas eleições de meio de mandato

Por · novembro 6, 2026
Casa Branca rejeita saídas de Rubio e Hegseth após derrota nas eleições de meio de mandato


A Casa Branca rejeitou ter planos de demitir o secretário de Defesa Pete Hegseth e o secretário de Estado e conselheiro de Segurança Nacional Marco Rubio, pressionados após a derrota eleitoral do Partido Republicano nas eleições de meio de mandato de terça-feira. As sinalizações acontecem após o próprio presidente Donald Trump e seu vice, JD Vance, afirmarem publicamente que a guerra no Irã, iniciativa em que tanto Hegseth quanto Rubio tiveram protagonismo, foi um motivo central da derrota nas urnas.
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A fritura das duas figuras centrais na agenda intervencionista de Trump começou pouco depois do anúncio da derrota republicana. Deputados sugeriram que levariam a diante um pedido de abertura de processo de impeachment contra Hegseth, apresentado pelo republicano anti-Trump Thomas Massie em setembro, que já poderia ser levado a plenário na semana que vem. Sobre Rubio, fontes ouvidas pela Bloomberg afirmaram que o secretário de Estado estaria discutindo com assessores sobre as opções para o seu futuro, incluindo um desembarque do governo — algo que tanto o republicano da Flórida quanto a Casa Branca negaram.
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— Essa notícia falsa não passa de uma farsa inventada, espalhada por fontes anônimas sem nenhuma informação factual — disse a porta-voz da Casa Branca Beni Rae Harmony na quinta-feira. — Rubio é um guerreiro destemido a serviço do presidente Trump e do movimento Maga [sigla em inglês para “Façam a América Grande de Novo”].
Em uma entrevista ao New York Times, Rubio também disse não saber de onde a informação partiu, e indicou que “trabalhar para Trump até o fim do mandato” sempre foi o seu plano.
Enquanto alguns desembarques de menor influência já começam no governo — como as renúncias do procurador Jason Reding Quiñones, designado para uma controversa investigação sobre uma suposta conspiração envolvendo vários adversários políticos de Trump em Miami, e de John Eisenberg, chefe da divisão de segurança nacional do Departamento de Justiça —, os casos de Hegseth e Rubio têm suas particularidades
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Em se tratando do chefe do Pentágono, pesa contra ele o fato de já haver uma ação proposta para a abertura de impeachment na Câmara. Entre os argumentos citados na ação estão o suposto exagero de Hegseth ao elencar a capacidade dos EUA de vencer o conflito de forma rápida, transmitindo uma imagem irreal ao país, e a defesa de uma escalada de ações, comprometendo parte do arsenal estratégico americano — mesmo sem sinais de que os bombardeios aproximavam o Irã de uma rendição.
Apesar de Trump e Vance terem admitido que a guerra no Irã foi decisiva para os resultados das eleições, a Casa Branca não fez qualquer movimento no sentido responsabilizar Hegseth. Em uma entrevista a ABC News, o presidente disse ter recebido ligações a respeito do secretário de Estado, porém disse ter total intenção de mantê-lo no cargo. O Washington Post publicou que Trump poderia destituir o general Dan Caine, chefe do Estado-Maior Conjunto, ou o almirante Brad Cooper, chefe do Comando Central dos EUA (Centcom), que também desempenharam papéis importantes ao oferecer orientações sobre a guerra. Hegseth também sinalizou que vai lutar para ficar no cargo.
“O secretário Hegseth não vai recuar nem se intimidar com políticos que buscam marcar pontos partidários ou abrir investigações falsas onde não há irregularidades”, manifestou-se em comunicado o porta-voz-chefe do Pentágono, Sean Parnell. “[Hegseth está] 100% comprometido em liderar o Departamento até o fim do mandato do presidente Trump”.
Futuro político?
Mesmo não sendo um alvo prioritário das críticas de líderes partidários pela derrota, um movimento de Rubio para recalcular seu papel de governo não seria incomum. Integrantes do Gabinete e assessores de alto escalão costumam deixar a administração quando o mandato entra na fase final ou percebem que ela está enfraquecida.
Caso decidisse sair do governo, o secretário de Estado poderia sair do alvo imediato dos democratas, que fortalecidos no Congresso podem investigar uma série de iniciativas da Casa Branca, incluindo aquelas em que ele esteve envolvido, como os ataques a supostas embarcações do narcotráfico no Mar do Caribe. Qualquer indicado de Trump enfrentaria um escrutínio ainda maior.
Entretanto, o republicano precisará avaliar se deixar o governo agora ofereceria um distanciamento suficiente da profundamente impopular guerra contra o Irã — que Rubio defendeu repetidas vezes, embora tenha procurado manter distância do conflito, em comparação a Hegseth. Pessoas próximas a Rubio disseram que ele pode decidir ficar de fora de uma disputa interna confusa pela sucessão de Trump, especialmente se Vance concorrer. (Com AFP, Bloomberg e NYT)

Casa Branca rejeita saídas de Rubio e Hegseth após derrota nas eleições de meio de mandato