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Casa histórica de Marilyn Monroe, comprada por US$ 8,35 milhões, vira alvo de disputa; entenda

BRCOM by BRCOM
agosto 28, 2025
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Marilyn Monroe em cena de 'Quanto mais quente melhor' — Foto: Reprodução

A última casa de Marilyn Monroe pode ser demolida se seus proprietários conseguirem, nesta semana, reverter na Justiça sua designação como patrimônio histórico.

Brinah Milstein, filha de um proeminente incorporador imobiliário de Cleveland, e Roy Bank, produtor de reality shows, pagaram US$ 8,35 milhões em 2023 pelo imóvel localizado em Brentwood, onde a diva do cinema, conhecida por ”Quanto Mais Quente Melhor” e ”Os Homens Preferem as Loiras”, teria passado seus últimos seis meses de vida.

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Pouco depois de o casal receber a licença de demolição, preservacionistas convenceram a cidade de Los Angeles a designar a casa como monumento histórico-cultural, poupando-a da destruição. Milstein e Bank planejavam integrar o terreno ao lote vizinho, onde vivem desde 2016, “para melhorar a propriedade”, disse em um e-mail Peter Sheridan, advogado do casal.

— Los Angeles tem milhares de celebridades que vivem e morrem aqui — afirmou Sheridan. — Cada casa em que essas pessoas viveram deve ser considerada um ‘monumento histórico’? De forma alguma.

As casas de celebridades estão entre as maiores atrações turísticas de Los Angeles, com ônibus de excursão lotando ruas do centro de Hollywood até o litoral do Pacífico. Em Brentwood, os pontos de parada incluem os portões das mansões de Arnold Schwarzenegger, Kamala Harris e Harrison Ford.

Marilyn Monroe em cena de ‘Quanto mais quente melhor’ — Foto: Reprodução

Poucas estrelas igualam o fascínio e o trágico glamour de Marilyn Monroe, mas o valor histórico de sua antiga residência é rejeitado pelos atuais proprietários.

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“Não existe uma única peça da casa que contenha qualquer evidência física de que a sra. Monroe tenha passado sequer um dia ali — nenhum móvel, nenhuma lasca de tinta, nenhum carpete, nada”, afirma a ação movida na Suprema Corte do Condado de Los Angeles.

O processo alega que a cidade abusou inconstitucionalmente de seu poder ao conspirar com operadores de turismo comerciais e preservacionistas tendenciosos para privar os proprietários de seus direitos adquiridos.

Os advogados da cidade argumentaram que seguiram os devidos procedimentos, incluindo a coleta de provas da relevância do imóvel na vida de uma figura histórica notável.

“A mera discordância não é suficiente para anular a ação legalmente tomada pela cidade, contra a qual os peticionários se opuseram em todas as audiências do processo”, escreveu em resposta à ação uma equipe liderada pela procuradora da cidade de Los Angeles, Hydee Feldstein Soto.

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Monroe pagou US$ 75 mil pela casa seis meses antes de sua morte, sendo a primeira residência que comprou por conta própria após os casamentos com o astro do beisebol Joe DiMaggio e o dramaturgo Arthur Miller.

Uma inscrição em azulejo próxima à soleira da porta de entrada diz Cursum Perficio, latim para “A jornada termina aqui”. É provável que seja anterior à compra de Monroe, disse Heather Goers, preservacionista que elaborou um relatório para a Comissão de Patrimônio Cultural da cidade, mas acrescenta uma nota pungente à sua morte aos 36 anos.

— Marilyn Monroe foi, possivelmente, a artista feminina mais influente do século 20 — afirmou Goers.— Menos de 3% das 1.300 propriedades históricas de Los Angeles são dedicadas à história de mulheres. Se não se pode comemorar a história de Marilyn Monroe, o que isso nos diz?

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  • Estilo ‘hacienda’ espanhola
      • Casa histórica de Marilyn Monroe, comprada por US$ 8,35 milhões, vira alvo de disputa; entenda

Estilo ‘hacienda’ espanhola

Construída originalmente em 1929, a casa térrea de dois quartos e dois banheiros, com acabamento em estuque, foi projetada em estilo hacienda espanhola por um arquiteto desconhecido.

“Essa casa é única e importante para contar sua história como artista, celebridade e figura icônica de Hollywood”, disse em um e-mail Andrew Salimian, diretor de advocacia do Los Angeles Conservancy, grupo de preservação histórica. “É a única casa que ela possuía sozinha, como mulher independente.”

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Segundo o processo, o imóvel teve 14 proprietários desde a morte de Monroe e passou por inúmeras reformas e ampliações, incluindo uma sala de recreação independente e um estúdio. A casa, localizada em um cul-de-sac, com quatro propriedades, é cercada por um muro e densa vegetação, sendo inacessível ao público — a menos que invadam, afirmou Sheridan.

O termo cul-de-sac refere-se a uma rua sem saída, que termina em um espaço fechado, geralmente em forma de círculo ou semicírculo.

“Nesse caso específico, é tarde demais e insuficiente”, disse em entrevista Aaron Kirman, diretor executivo da Christie’s International Real Estate, na Califórnia do Sul. “A cidade deveria ter designado isso como um local histórico há muito tempo.”

Bank e Milstein sugeriram salvar a estrutura transferindo-a para um local mais público, de modo que os admiradores de Monroe pudessem ter acesso. Desde que a disputa pela propriedade virou notícia há dois anos, grupos de turistas e fãs têm invadido o tranquilo espaço do casal, comprometendo sua privacidade, declarou Milstein em depoimento à cidade no ano passado.

— Nossos filhos foram sobrevoados por drones em baixa altitude enquanto brincavam no quintal, correndo para dentro de casa e chorando de medo — disse ela, contendo as lágrimas.

O breve período da vida de Monroe naquela casa está documentado quase diariamente por suas correspondências, cheques e outros registros, segundo a apresentação de Goers. Nos meses em que viveu ali, Monroe ganhou um Globo de Ouro; cantou ”Happy Birthday, Mr. President” em uma festa de gala para John F. Kennedy; foi demitida pela 20th Century-Fox por faltar às filmagens de um filme; e posou para o fotógrafo Bert Stern em ensaio que se tornou a base de seu livro ‘The Last Sitting’.

Alguns dos documentos mais reveladores são fotografias da cena do crime tiradas pelo legista após a morte de Monroe por overdose de comprimidos para dormir, mostrando o exterior da casa praticamente como está hoje, disse Goers.

Em julho de 1962, Monroe concedeu uma entrevista ao repórter Richard Meryman, da revista Life, publicada na semana de sua morte. Ela se orgulhava em mostrar a casa ainda pouco mobiliada, embora tenha recusado fotos, dizendo que não queria “que todo mundo visse exatamente onde eu moro”. Ele descreveu uma profusão de flores no jardim e a construção em andamento de uma unidade lateral onde seus amigos poderiam se hospedar com privacidade.

“Ela se regozijava com isso”, escreveu Meryman. “Em uma viagem especial ao México, ela havia procurado cuidadosamente em bancas de beira de estrada, lojas e até fábricas para encontrar exatamente as coisas certas para colocar na casa. Os móveis grandes ainda não haviam chegado — e ela nunca chegaria a vê-los instalados. Enquanto me conduzia pelos cômodos, vazios e improvisados, como se alguém vivesse ali apenas temporariamente, ela descrevia com entusiasmo afetuoso cada sofá, mesa e cômoda, onde ficariam e o que tinham de especial.”

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