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outubro 24, 2026
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Caso Christa Pike: Um terço dos americanos defende nova tentativa de execução contra detenta, diz agência

Por · outubro 23, 2026
Christa Pike: quem é a americana que será executada aos 50 anos por assassinato cometido na década de 1990


Cerco de um terço dos americanos, 35%, considera que o governo deveria tentar executar novamente um condenado caso a primeira tentativa de execução falhe, segundo uma pesquisa Reuters/Ipsos realizada após o caso de Christa Pike, que sobreviveu a uma injeção letal no Tennessee. Outros 39% defendem que o condenado cumpra prisão perpétua, enquanto 26% não souberam dizer qual seria a melhor alternativa.
Pike, de 50 anos, sobreviveu a duas tentativas de aplicação de injeção letal em setembro, em Nashville. Após receber duas doses de pentobarbital, ela foi levada inconsciente e em estado grave para um hospital, com ferimentos severos nos braços. A condenada só recuperou a consciência cinco dias depois. O caso teve repercussão internacional.
O levantamento também mostra que 55% dos americanos continuam apoiando a pena de morte para pessoas condenadas por crimes considerados gravíssimos. O índice, porém, caiu em relação a uma pesquisa Reuters/Ipsos de 2017, quando 63% declararam apoiar a pena capital. No levantamento atual, 31% são contrários e 13% não souberam ou não quiseram responder.
Diferenças entre republicanos e democratas
A pesquisa aponta uma diferença significativa entre os grupos partidários quando a questão é o que fazer após uma execução que deu errado. Entre republicanos, 52% defendem uma segunda tentativa de execução, enquanto 31% preferem a prisão perpétua. Outros 16% não souberam responder.
Entre democratas, o cenário se inverte: 24% apoiam uma nova tentativa, enquanto 51% defendem que o condenado passe o restante da vida na prisão. Outros 24% não souberam responder.
Entre os considerados independentes, 28% são favoráveis a uma segunda execução, 35% preferem a prisão perpétua e 33% não souberam responder.
Caso Christa Pike
O caso de Pike ganhou novo significado no debate americano sobre a possibilidade de realizar uma segunda execução depois de uma tentativa fracassada. Ela foi condenada à morte pelo assassinato de Colleen Slemmer, sua colega de 19 anos, em 1995, quando Pike tinha 18.
A execução de Pike foi a segunda tentativa de injeção letal que deu errado no Tennessee neste ano. O episódio também ocorre em um momento em que estados americanos que mantêm a pena capital enfrentam dificuldades para obter as substâncias utilizadas nos procedimentos. Alguns passaram a considerar métodos alternativos, como o fuzilamento.
A questão chegou recentemente à Suprema Corte dos Estados Unidos, que permitiu que um estado agendasse uma nova data de execução depois de uma tentativa malsucedida. Um caso citado no debate é o de Kenneth Smith, condenado por um homicídio encomendado no Alabama. Ele sobreviveu à tentativa de execução em 2022, depois que agentes penitenciários não conseguiram estabelecer os acessos intravenosos. Em 2024, o estado realizou uma segunda tentativa, que terminou com a morte de Smith por asfixia com gás nitrogênio.
Americanos rejeitam transmissão de execuções
A pesquisa também questionou os entrevistados sobre a possibilidade de transmitir execuções pela televisão ou pela internet. A maioria, 71%, considerou inadequada a exibição pública desse tipo de procedimento.
A questão ganhou destaque após o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, levantar a possibilidade de uma transmissão ao vivo da execução de Nidal Hasan, ex-major do Exército americano condenado pela morte de 13 pessoas na base militar de Fort Hood, no Texas. A proposta foi posteriormente cancelada pelo presidente Donald Trump após críticas, inclusive de parlamentares republicanos.
Ainda segundo a pesquisa, 46% consideraram apropriada a execução de Hasan por fuzilamento, enquanto 71% rejeitaram a ideia de transmitir execuções ao público.
A pesquisa Reuters/Ipsos foi realizada pela internet, entre 16 e 19 de outubro, com 1.679 adultos nos Estados Unidos. A margem de erro é de dois pontos percentuais.

Caso Christa Pike: Um terço dos americanos defende nova tentativa de execução contra detenta, diz agência