Sob os alicerces de uma antiga sorveteria no centro histórico de Gdańsk, na Polônia, arqueólogos fizeram uma descoberta e tanto: os restos mortais de um cavaleiro, enterrado com uma lápide esculpida. A revelação foi feita no início de julho, mas as escavações ocorrem desde 2023.
- Leia também: Empresa testa IA na gerência de loja por um mês; robô dá prejuízo e ainda mente para os clientes
- Saiba mais: Advogada compra casa do século XIX nos EUA e viraliza ao mostrar objetos esquecidos há mais de 100 anos
Segundo comunicado da empresa polonesa de arqueologia ArcheoScan, enviado à CNN nesta terça-feira, os pesquisadores localizaram primeiro uma lápide medieval decorada com a imagem de um cavaleiro. Ao removê-la, depararam-se com um esqueleto humano completo, pertencente a um homem adulto que teria vivido entre os séculos XIII e XIV.
De acordo com os arqueólogos, a descoberta é de “significado excepcional” e considerada “uma das mais importantes da arqueologia na Polônia nos últimos anos”. Isso se deve, principalmente, ao bom estado de preservação tanto da arte funerária quanto do contexto arqueológico.
A lápide, esculpida em calcário da ilha de Gotland — material altamente valorizado na Idade Média —, retrata um homem em pé, vestindo armadura de cota de malha, perneiras, com espada e escudo. A figura, de cerca de 1,5 metro, aparece com a espada erguida, o que pode indicar, de acordo com a reportagem, status elevado ou papel de liderança militar. Apesar de alguns danos, a laje ainda preserva detalhes importantes do relevo.
Embaixo da laje, os arqueólogos encontraram os restos mortais de um homem que media entre 1,70 metro e 1,80 metro. Segundo os pesquisadores, os ossos estavam organizados de forma natural, confirmando que a lápide marcava o local original do sepultamento.
Pelas evidências, os arqueólogos acreditam que o homem tinha alta posição social, provavelmente um cavaleiro ou comandante militar respeitado.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_da025474c0c44edd99332dddb09cabe8/internal_photos/bs/2025/a/q/2QmREJRli9CQB9twNk6w/laje.jpeg)
A sepultura integra um cemitério medieval com quase 300 enterramentos, vinculado à igreja mais antiga conhecida de Gdańsk. A construção foi feita com madeira de carvalho datada de 1140 e ficava dentro de um reduto medieval ocupado entre os séculos XI e XIV.
Agora, os pesquisadores trabalham na limpeza, escaneamento em 3D e documentação da lápide, além da análise antropológica e genética do esqueleto. A expectativa é que, em breve, seja possível até mesmo realizar uma reconstrução facial digital do cavaleiro, trazendo à tona o rosto de alguém que viveu há mais de 700 anos sob as pedras de uma cidade que hoje vive outra realidade.