A retomada do Cedilha, misto de bar e restaurante no térreo do Hotel Janeiro, é animadora. Do salão comprido, que lembra o vagão restaurante de um trem, se avista o mar de vários ângulos. Por um ano inteiro, a casa se manteve fechada na carona da reforma do icônico endereço do Leblon (lembra o “Hotel Marina quando acende”? O próprio, rebatizado).
Nesse período nada sabático, o casal Caetana Metsavaht e Guilherme Boavista pensou em cada detalhe da casa: os seis bancos de madeira do bar são do designer Rafael Triboli; na parede, uma aquarela do próprio Guilherme; e, na única prateleira, uma escultura de Caetana. Tudo, embora simples, passa pelo afeto.
Os drinques são do amigo Jonas Aisengart, do Quartinho, e Eduardo Araújo (da Dainer), outro parceiro, deu pitacos certeiros no cardápio. “A casa transborda bom gosto, coquetelaria delicada, serviço presente e comida saudosa”, diz Araújo.
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O cardápio é enxuto: quiabo na brasa com tahine e pistache (R$ 52), polenta com wagyu, maionese e bottarga (R$ 74), pastel de jiló com queijo e mel (R$ 48), filet americain com gema curada e fritas (R$ 82), a panela de moules frites (R$ 105) e pudim de leite na taça, com amarena e Vermute para fechar (R$ 35).
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Boa parte dos pratos é receita de família ou criação do casal, inspirada nas experiências que tiveram mundo afora. “Nossa ideia foi fazer do Cedilha uma extensão da nossa casa. Servimos o que gostamos de comer, a trilha musical tem os nossos hits e até a madeira do salão veio da reforma do nosso apartamento”, conta Caetana, grávida de sete meses de Maria Frederica. Afeto em grau máximo.