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celular era fachada para golpe milionário em escala global, e CEO pode pegar até 100 anos de prisão nos EUA

BRCOM by BRCOM
julho 26, 2025
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Sueco Olof Kyros Gustafsson foi extraditado para os EUA — Foto: Reprodução El Tiempo

A saga do Escobar Phone, um dos golpes mais estranhos e ousados já vistos no mundo da tecnologia, chegou a um desfecho nesta semana com a confissão de culpa de seu idealizador. O sueco Olof Kyros Gustafsson, de 32 anos, assumiu o esquema para a Justiça dos Estados Unidos e está envolvido em seis crimes federais, incluindo fraude eletrônica, fraude postal e lavagem internacional de dinheiro.

  • Relembre o caso: CEO da ‘Escobar Inc’, sueco que explorava nome de narcochefe é extraditado para responder por 115 acusações nos EUA
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Gustafsson era CEO da Escobar Inc., empresa registrada em Porto Rico que afirmava deter os direitos sobre a imagem e o legado de Pablo Escobar, o infame narcotraficante colombiano morto em 1993. Entre 2019 e 2023, ele usou o nome do “chefão do cartel de Medellín” para promover produtos tecnológicos falsos — como smartphones dobráveis, lança-chamas e até uma “criptomoeda física” — que nunca foram entregues ao público.

Segundo o Departamento de Justiça dos EUA (DOJ), Gustafsson operava um esquema altamente sofisticado de fraude online. Ele identificava produtos reais no mercado, como o Samsung Galaxy Fold ou o iPhone 11 Pro, e os relançava sob a marca “Escobar”, oferecendo-os por preços muito abaixo do mercado. O Escobar Fold 1, por exemplo, era vendido por US$ 349 (cerca de R$ 1.930), enquanto seu equivalente da concorrência custava quase cinco vezes mais.

“Mesmo após o pagamento, os produtos nunca foram entregues aos clientes — porque eles simplesmente não existiam”, admitiu Gustafsson em depoimento ao Departamento de Justiça dos EUA. O documento do DOJ estima que o prejuízo causado pelo golpe seja de pelo menos US$ 1,3 milhão (R$ 7,2 milhões), mas reconhece que esse valor ainda pode mudar até a sentença final.

Sueco Olof Kyros Gustafsson foi extraditado para os EUA — Foto: Reprodução El Tiempo

Para dar credibilidade à operação, Gustafsson usou uma estratégia que mesclava engenharia social e marketing viral. Ele enviava amostras maquiadas dos produtos para influenciadores de tecnologia, principalmente youtubers com grande audiência, para criar burburinho nas redes e gerar vídeos “não patrocinados” com unboxings e reviews.

Um dos principais influenciadores a receber um exemplar foi Marques Brownlee, conhecido como MKBHD, um dos criadores de conteúdo mais respeitados do segmento de tecnologia. Em 2019, o youtuber ficou intrigado com o preço baixo do Escobar Fold 1, decidiu comprá-lo, mas nunca recebeu o aparelho.

Já o Escobar Fold 2 (comprado depois por US$ 400) até foi entregue, mas ao retirar a camada dourada que envolvia o aparelho, Brownlee descobriu que se tratava de um Samsung Galaxy Fold disfarçado. Ou seja, o Escobar Fold, anunciado como um modelo próprio desenvolvido pela Escobar Inc., provou ser o smartphone topo de linha da gigante sul-coreana, revestido apenas com adesivos dourados e anunciados com preço muito abaixo do mercado.

“O réu enviava aparelhos Galaxy Fold embrulhados em papel dourado e disfarçados como se fossem da Escobar Inc. a influenciadores digitais, para induzir vítimas que assistiam aos vídeos a pagar por produtos que nunca existiram”, diz o órgão americano.

A teoria levantada pelo youtuber em vídeo, e depois confirmada pela investigação, era que os poucos aparelhos enviados eram dispositivos verdadeiros de marcas consagradas no mercado, distribuídos apenas para influenciadores estratégicos, com o objetivo de dar legitimidade ao golpe. Os demais clientes, que pagavam normalmente, nunca recebiam nada além de um livro, panfleto ou “certificado de propriedade”.

Esse “documento”, aliás, era usado de forma deliberada pela Escobar Inc. para burlar pedidos de reembolso: como havia um comprovante de envio, os intermediadores de pagamento como PayPal e Stripe negavam estornos, acreditando que a encomenda havia sido entregue.

“O Escobar Fold Phone foi anunciado como um modelo desenhado nos EUA e fabricado em Hong Kong. Os pagamentos foram recebidos, mas os aparelhos nunca chegaram aos clientes”, aponta o DOJ.

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  • Rastro internacional e lavagem de dinheiro
      • celular era fachada para golpe milionário em escala global, e CEO pode pegar até 100 anos de prisão nos EUA

Rastro internacional e lavagem de dinheiro

As investigações revelaram que Gustafsson utilizava contas bancárias em seu nome ou de empresas de fachada nos Estados Unidos, Suécia e Emirados Árabes Unidos para movimentar os lucros ilícitos. O objetivo era esconder a origem e o destino dos valores obtidos com as fraudes.

Estima-se que o CEO tenha lavado pelo menos US$ 307 mil, mas o esquema começou a ruir em 2020, quando o FBI entrou em cena. Brownlee expôs em vídeo as suspeitas sobre a nova marca e seus preços “ousados”, e anos depois revelou que foi contatado por agentes federais que pediram acesso ao aparelho que ele havia recebido, como parte de uma investigação criminal em andamento.

“O valor total estimado das perdas causadas pela conspiração e pelos esquemas de fraude foi de pelo menos US$ 1.3 milhão. Os valores foram transferidos para contas na Suécia, Emirados Árabes Unidos e outros destinos, com pagamentos feitos a eles próprios e a familiares, para uso pessoal”, afirmam os investigadores.

Escobar Fold provou ser o Samsung Galaxy Fold , revestido apenas com adesivos dourados e vendido por US$ 399, muito abaixo do preço original de mercado — Foto: Reprodução x @MKBHD
Escobar Fold provou ser o Samsung Galaxy Fold , revestido apenas com adesivos dourados e vendido por US$ 399, muito abaixo do preço original de mercado — Foto: Reprodução x @MKBHD

Com o avanço das apurações, Gustafsson foi preso em dezembro de 2023, durante uma operação conjunta entre autoridades espanholas e agentes da Receita Federal dos Estados Unidos. Ele foi extraditado para os EUA em março de 2025, onde está sob custódia federal.

Nesta semana, Gustafsson admitiu sua culpa em um tribunal da Califórnia. Ele se declarou culpado de conspiração para cometer fraude eletrônica e postal, conspiração para lavagem de dinheiro, lavagem de dinheiro por ocultação e lavagem internacional de dinheiro. Ao todo, pode pegar até 20 anos de prisão por cada crime de fraude e mais 10 anos por cada crime de lavagem.

Como parte do acordo judicial, ele aceitou pagar até US$ 1,3 milhão em restituições às vítimas e perder valores confiscados de contas ligadas ao esquema, incluindo fundos localizados na Suécia.

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