O chanceler da Síria, Assad al-Shaibani, e o chefe do serviço de inteligência e espionagem de Israel (Mossad), Roman Gofman, reuniram-se neste domingo na Jordânia, dias após um ataque israelense contra uma base aérea no noroeste da Síria. A reunião não foi confirmada oficialmente pelas partes, mas fontes diplomáticas e do governo sírio afirmaram em anonimato que o encontro aconteceu no espírito de abordar questões como o estabelecimento de “uma sala de operações especiais” na Jordânia sob a supervisão dos EUA e evitar qualquer confronto entre os dois países, ou atrair a Turquia para o terreno.
Contexto: Turquia busca mandado de prisão internacional contra Netanyahu, que reage e chama presidente do país de ‘ditador antissemita’
Quer morar fora? Veja guia interativo que reúne informações sobre 36 países
Quer mais notícias de Mundo? Acompanhe o canal no WhatsApp
O encontro reportado inicialmente pelo portal Axios ocorreu depois de Israel bombardear na semana passada a base abandonada de Abu Duhur, no noroeste da Síria, alegando que queria impedir que tropas turcas se mobilizassem nestas instalações. A Turquia negou que estivesse se preparando para enviar tropas para a base.
Initial plugin text
O ataque israelense gerou críticas inclusive dos EUA, um firme aliado de Israel, com o enviado especial de Washington para a Síria, Tom Barrack, criticando duramente a ofensiva, a qual qualificou como uma “escalada desnecessária que não contribui para a estabilidade regional”. O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, trocaram críticas desde o incidente.
Israel lançou centenas de ataques contra a Síria desde que, em dezembro de 2024, forças armadas de inspiração islâmica — depuseram Bashar al-Assad. O Estado judeu mobilizou tropas em uma zona-tampão patrulhada pela ONU que, durante décadas, tinha separado as forças israelenses e sírias nas Colinas de Golã, território anexado por Israel.
Forças israelenses também realizaram incursões reiteradas além da fronteira, entrando em território sírio, e prometeram manter tropas em uma chamada “zona de segurança” no sul do país, onde buscam estabelecer uma área desmilitarizada mais ampla.

