O casamento do príncipe William e Kate Middleton, em abril de 2011, marcou o início de uma nova fase na vida da então plebeia. Ao se tornar integrante da família real britânica, ela deixou para trás a rotina de uma cidadã comum e passou a ocupar o posto de duquesa de Cambridge, título que mais tarde daria lugar ao de princesa de Gales, além de assumir uma agenda repleta de compromissos, cerimônias e protocolos. Entre as exigências que cercaram sua entrada para a realeza, porém, uma teria causado desconforto dentro da própria família: a sugestão para que alterasse a grafia de seu primeiro nome.
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O episódio é relatado pelo escritor Christopher Andersen no livro “Kate! The Courage, Grace, and Power of the Woman Who Will be Queen” (“Kate! A Coragem, a Elegância e o Poder da Mulher que Será Rainha”, em tradução livre). Segundo o autor, o então príncipe Charles e Camilla, hoje rei e rainha, consideravam que a forma original do nome de Kate, Catherine Elizabeth, poderia criar uma espécie de excesso entre as assinaturas e os monogramas da família real.
A preocupação estava relacionada à letra “C”. Charles e Camilla já utilizavam monogramas reais com a inicial e uma coroa, e a chegada de mais uma integrante com o mesmo elemento teria sido vista como potencialmente confusa. A solução apresentada, de acordo com Andersen, foi que Kate passasse a grafar o nome como “Katherine”, com K.
A proposta, no entanto, não foi bem recebida. Conforme o relato do escritor, William teria ficado “furioso” com a ideia, considerada pelo casal uma afronta à identidade de Kate e à família Middleton. O nome havia sido escolhido pelos pais dela, Carole e Michael Middleton, e a mudança sugerida não chegou a ser colocada em prática. Desde então, ela segue oficialmente como Catherine.
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A história não é inédita e já havia sido mencionada pelo príncipe Harry em “Spare”, livro de memórias publicado em 2023. Na obra, o duque de Sussex recorda que Charles e Camilla chegaram a propor a alteração da grafia do nome de Kate justamente por causa dos monogramas reais.
Segundo Harry, a justificativa era evitar a existência de um terceiro símbolo com a letra “C” acompanhada de uma coroa. A alternativa sugerida teria sido “Katherine”, com K, uma mudança que, apesar de parecer apenas uma questão de grafia, acabou se tornando mais um ponto de tensão em torno da entrada de Kate na família real.

