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A apenas cinco horas de voo do Brasil, o Chile é um dos países mais seguros da América do Sul e um dos que oferecem o processo de imigração mais acessível para brasileiros, graças ao Acordo do Mercosul. O idioma espanhol, o alto índice de desenvolvimento humano e a proximidade fazem do país um destino atraente, ainda que a desigualdade social permaneça como um ponto de atenção.
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O país ocupa a 52ª posição no Global Peace Index 2026. Embora tenha caído posições nos últimos anos por causa de tensões sociais, segue à frente da maioria dos vizinhos. Tem o maior Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) da América do Sul (0,878) e um sistema de saúde misto: o Fonasa, público e gratuito para trabalhadores formais e pessoas de baixa renda, e o Isapre, privado, com mensalidades que variam conforme a cobertura.
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O clima varia bastante ao longo do território, do Deserto do Atacama, um dos mais secos do mundo, no norte, ao clima mediterrâneo no centro e mais úmido no sul.
Metrô é moderno, seguro e extenso
O custo de vida no Chile é considerado médio, com a ressalva de que Santiago, sobretudo nos bairros nobres, se aproxima do patamar alto para os padrões latino-americanos, com aluguéis entre R$ 2.500 e R$ 4.000 mensais. Em cidades menores ou fora do eixo nobre da capital, o aluguel pode cair entre 20% e 40%, dependendo da infraestrutura da região.
Santiago, no Chile
Divulgação
O metrô de Santiago é considerado um dos mais modernos, seguros e extensos da América Latina. A tarifa integrada (ônibus + metrô) custa cerca de 700 a 810 CLP por viagem (cerca de R$ 5). O custo mensal fica em torno de 45.000 CLP (cerca de R$ 250).
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Em média, um solteiro gasta entre CLP 237.500 a CLP 380.000 (entre R$ 1.300 e R$ 2.100) por mês com as compras de mercado. Uma refeição com entrada, prato principal e sobremesa pode custar cerca de CLP 50 mil (R$ 280) em Vina del Mar.
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O salário médio gira em torno de US$ 2.300 por mês, de acordo com dados ajustados da Paridade de Poder de Compra (PPC). Os órgãos internacionais (Banco Mundial, FMI, OIT e OCDE) que calculam o salário médio utilizam a PPC para garantir uma comparação justa do custo de vida. Em vez de usar o câmbio comercial flutuante, a PPC ajusta o salário à realidade local de cada país. Na prática, o número revela o seu verdadeiro padrão de consumo, mostrando o equivalente ao que essa renda conseguiria comprar nos Estados Unidos. Já o salário mínimo é fixado em US$ 530 (cerca de R$ 3.200).
Como funciona a imigração
O Chile tem um dos processos mais acessíveis da América do Sul para brasileiros. O caminho padrão é o Acordo do Mercosul, que permite solicitar residência temporária de dois anos apenas comprovando a nacionalidade brasileira e a ausência de antecedentes criminais, sem exigir oferta de emprego ou renda mínima. Cumpridos os dois anos, é possível pedir a Residência Definitiva.
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Há também vias específicas por perfil. A Residência por Trabalho é destinada a quem vai exercer atividade econômica, e deve ser iniciada obrigatoriamente a partir do exterior. O país não tem um visto de nômade digital propriamente dito, mas trabalhadores remotos podem usar a Residência Temporária na subcategoria de Atividades Lícitas Remuneradas, que exige contrato de prestação de serviços com clientes do exterior e renda entre US$ 1.500 e US$ 2.000 mensais.
Aposentados e rentistas têm uma rota própria, sem piso salarial fixado em lei, mas com renda recomendada a partir de US$ 1.000 mensais, e que concede permissão automática de trabalho. Já os estudantes podem trabalhar até 30 horas semanais durante o curso.
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Apuração de Leonardo Marchetti. Colaborou a estagiária Letícia Guimarães.

