A China afirmou que “se opõe firmemente” a uma proposta do Tesouro dos Estados Unidos que amplia e endurece as restrições a investimentos estadunidenses na China. Pequim classificou a medida como discriminatória e “um exemplo típico da aplicação excessivamente ampla do conceito de segurança nacional”.
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O Ministério do Comércio da China afirmou que as restrições propostas contrariam o “importante consenso” alcançado pelos presidentes dos dois países e prejudicariam a cooperação econômica e comercial bilateral, além dos interesses de empresas dos EUA. Segundo a pasta, Pequim vai acompanhar de perto os desdobramentos e se reserva o direito de adotar medidas correspondentes.
“A China insta os EUA a respeitarem as leis da economia de mercado, a cessarem a aplicação excessiva do conceito de segurança nacional, a deixarem de politizar e usar como arma as questões econômicas e comerciais e a criarem um ambiente favorável à cooperação econômica e comercial entre China e EUA”, declarou o ministério.
Motivação dos EUA
As declarações são uma reação à proposta apresentada nesta semana pelo governo de Donald Trump de incluir a biotecnologia entre as tecnologias sensíveis nas quais há limites a investimentos ligados a países considerados adversários, sob a justificativa de segurança nacional.
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O movimento é o mais recente passo de Washington para frear os avanços chineses em biotecnologia e pode complicar os laços financeiros entre os dois países, num momento em que farmacêuticas americanas recorrem cada vez mais à China em busca de novos medicamentos.
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China critica proposta dos EUA de endurecer limites a investimentos em biotecnologia
