BRcom - Agregador de Notícias
No Result
View All Result
No Result
View All Result
BRcom - Agregador de Notícias
No Result
View All Result

Com ‘momento de expansão’ no mercado, BNDES acelera ritmo dos incentivos aos biocombustíveis em 2026

BRCOM by BRCOM
abril 16, 2026
in News
0
Programa BNDES RenovaBio investe em plantas de biocombustíveis em SP e MT — Foto: Divulgação/Agência BNDES

Principal financiador do setor de biocombustíveis no Brasil, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) prevê continuidade nos investimentos após o ano de 2025. Só nos dois primeiros meses de 2026, já foi aprovado R$ 1,6 bilhão para empresas do setor, um quarto do recorde de R$ 6,4 bilhões registrado no ano passado.

— O mercado vive momento de expansão, a partir do etanol de milho, principalmente. Não é à toa que estamos batendo recorde de apoio ao setor. O BNDES é um grande termômetro de investimento na economia — avalia José Gordon, diretor de Desenvolvimento Produtivo, Inovação e Comércio Exterior do banco.

A principal linha de financiamento do BNDES para biocombustíveis é o Fundo Clima, que, neste ano, deve chegar a R$ 27 bilhões (ante R$ 12 bilhões em 2025). A taxa de juros é de 6,5% ao ano, com 192 meses para amortização.

A disposição de estimular biocombustíveis levou o banco a discutir diferentes mecanismos de financiamento. Uma opção para ir além do Fundo Clima, por exemplo, tem sido o lançamento de FIPs (Fundo de Investimento em Participações) de apoio a startups.

Programa BNDES RenovaBio investe em plantas de biocombustíveis em SP e MT — Foto: Divulgação/Agência BNDES

Com a Petrobras e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), o BNDES lançou, em 2025, um FIP de R$ 500 milhões, na modalidade Corporate Venture Capital (CVC), para alavancar negócios de transição energética e descarbonização, entre eles o de biocombustíveis. A intenção é investir em participações minoritárias em startups e em micro, pequenas e médias empresas de base tecnológica. A Valetec foi escolhida para gerir o FIP e, até o fim do ano, devem ser selecionados dois de um total de 15 projetos beneficiados.

— A gente quer consolidar o CVC como instrumento estratégico de pesquisa e desenvolvimento, complementando as parcerias tecnológicas tradicionais — diz Luiza Contursi, gerente de Integração de Portfólio e Novas Tecnologias da Petrobras, frisando que o cenário atual é uma oportunidade para a empresa acelerar a posição em transição energética.

— A ideia é atuar em projetos na fronteira tecnológica, fazendo um trabalho direcionado. Essa é uma tendência das petrolíferas. O critério do BNDES é mais amplo, porque atinge empresas de todos os segmentos — complementa o gerente-executivo de Energias Renováveis, Rodrigo Leão.

A Petrobras também lançou um edital, junto com a Finep, para selecionar projetos de biorrefino, entre eles o de SAF, o querosene de aviação sustentável. Nesse caso, vai escolher um ecossistema, entre universidades, centros de pesquisa, empresas e startups, que devem se unir para encontrar soluções tecnológicas.

O BNDES aprovou empréstimo de R$ 1 bilhão com juros mais baixos para o programa de construção de usinas de “etanol de segunda geração” (E2G) da Raízen, em SP — Foto: Divulgação
O BNDES aprovou empréstimo de R$ 1 bilhão com juros mais baixos para o programa de construção de usinas de “etanol de segunda geração” (E2G) da Raízen, em SP — Foto: Divulgação

Na avaliação do Instituto E+, o modelo atual tem sustentado o crescimento recente, mas opera com arquitetura de risco desequilibrada. A visão é que o crédito público, especialmente via BNDES, tem papel central em viabilizar condições de financiamento de longo prazo e reduzir o custo do capital. A decisão de investimento, porém, depende da disposição de investidores e financiadores em assumir o risco do projeto, com base na expectativa de retorno.

— Esse desequilíbrio fica mais evidente nas novas fronteiras tecnológicas. Projetos como o SAF e o hidrogênio de baixo carbono enfrentam o chamado vale da morte financeiro. O capital privado, sobretudo em um ambiente de juros elevados, tende a ser mais seletivo e avesso ao risco tecnológico, o que mantém o peso da inovação concentrado no setor público, especialmente via BNDES e Finep — explica Rosana Santos, diretora executiva do instituto.

Com ‘momento de expansão’ no mercado, BNDES acelera ritmo dos incentivos aos biocombustíveis em 2026

Previous Post

Carcaça animal como combustível de avião? Os projetos que colocam o Brasil na vanguarda da inovação sustentável

Next Post

“Não podemos deixar o Banco Central colapsar”

Next Post
Número de funcionários do Banco Central — Foto: Editoria de Arte

“Não podemos deixar o Banco Central colapsar”

  • #55 (sem título)
  • New Links
  • newlinks

© 2026 JNews - Premium WordPress news & magazine theme by Jegtheme.

No Result
View All Result
  • #55 (sem título)
  • New Links
  • newlinks

© 2026 JNews - Premium WordPress news & magazine theme by Jegtheme.