Questionado sobre a avaliação do seu trabalho no Fluminense até aqui, mesmo após a derrota para o Bragantino, Renato Gaúcho respondeu com seu estilo irreverente e “marrento”: “Nota 10”. Anunciado no dia 3 de abril, o treinador está prestes a completar cinco meses em sua sétima passagem à frente do tricolor. Com um aproveitamento de 63% (19 vitórias, seis empates e oito derrotas), ele levou o time à semifinal da Copa do Mundo de Clubes, mas, ao mesmo tempo, sabe que só a memorável campanha não basta. Para manter a esperança por um título de expressão na temporada, seus comandados entram em campo hoje, às 19h30, na Fonte Nova, em Salvador, contra o Bahia, pelo jogo de ida das quartas de final da Copa do Brasil.
- Mata-mata: Com DM vazio, Fluminense terá força máxima contra o Bahia, no jogo de ida das quartas de final da Copa do Brasil
dolo da torcida desde o “gol de barriga” contra o Flamengo, na final do Carioca de 1995, Renato chegou com a seguinte missão ao substituir Mano Menezes: resgatar a confiança dos jogadores e trazer novos ares ao ambiente. Conhecido por ser um gestor de grupo de primeira prateleira, ele “tirou de letra” o primeiro objetivo: foram cinco vitórias consecutivas em seis jogos de invencibilidade.
Ainda que o Fluminense não apresentasse um futebol tão vistoso, os resultados já apontavam para um trabalho que parecia estar no rumo certo. E a Copa do Mundo de Clubes veio para superar as expectativas até dos torcedores mais otimistas. Semifinalista e melhor sul-americano no torneio, a equipe e Renato Gaúcho se conectaram de vez.
Ainda que o Fluminense não apresentasse um futebol tão vistoso, os resultados já apontavam para um trabalho que parecia estar no rumo certo. E a Copa do Mundo de Clubes veio para superar totalmente as expectativas. Semifinalista e melhor sul-americano no torneio, a equipe e Renato Gaúcho se conectaram de vez. Se a união do elenco era percepetível no vestiário e nas entrevistas, o comandante ficou marcado por apostar na formação com três zagueiros e três volantes no meio-campo.
Desde então, a alcunha de time “copeiro” se fez presente. Com vitórias que não costumam passar de dois gols de diferença, a busca pelo equilíbrio entre a defesa e o ataque é o que dita o trabalho do treinador, que acumula 54 gols marcados e 35 sofridos — média de 1,06 por jogo.
Com a oitava pior defesa do Brasileiro (28 gols sofridos), a marcação da bola aérea/parada e a saída de bola são problemas que ainda não foram solucionados. Mesmo com zagueiros altos, o encaixe defensivo e a desatenção vêm custando caro e podem decidir, por exemplo, um confronto de quartas de final da Copa do Brasil ou da Sul-Americana. Apesar do sucesso com três zagueiros no torneio internacional, Renato quase não repetiu o esquema no cenário nacional devido às lesões de defensores.
Acostumado a rodar o time por não “ter como escalar os mesmos jogadores a cada três dias”, o técnico, enfim, deu sequência e respaldo a quem precisava de confiança. Em baixa no Mundial e agora titulares no ataque, Everaldo, Canobbio e, principalmente, Serna formam um trio com dois pilares do futebol moderno: movimentação e velocidade.
Já o setor de criação segue comprometido com a trinca de volantes e com Ganso em baixa. Por outro lado, a rapidez no contra-ataque vem compensando a falta de um camisa 10. As chegadas do argentino Lucho Acosta e do colombiano Santiago Moreno podem ajudar nos planos de Renato.