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novembro 3, 2026
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Comercialização de voo de asa-delta é proibida, sabia? Entenda

Por · novembro 3, 2026
Comercialização de voo de asa-delta é proibida, sabia? Entenda


Um acidente envolvendo uma asa-delta terminou com duas mortes na Praia de São Conrado, Zona Sul do Rio, na segunda-feira. Mas sabia que a comercialização de voos panorâmicos de asa-delta é proibida pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac)? A agência, porém, permite os voos duplos de instrução, pelos quais turistas pagam cerca de mil reais no local. Da rampa da Pedra Bonita, instalada no Parque Nacional da Tijuca, são feitas 60 mil decolagens por ano.
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O Clube de Voo Livre e o ICMBio, responsável pelo Parque Nacional da Tijuca, cobram regras extras. Só pilotos com carteiras de entidades ligadas à Federação Aeronáutica Internacional (FAI) são permitidos. A Anac entende que “desde que preservada a competência regulatória da Anac, é legítima a criação, por parte de outros entes, de eventuais exigências adicionais restritas à sua área de atuação”.
Em um ofício endereçado ao Ministério Público Federal, que recebeu uma notícia-crime sobre a operação de voos na Pedra Bonita, a Anac informou que não possui capacidade de fiscalizar o uso das rampas para a prática no país.
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No documento, assinado por Fábio Fagundes dos Santos, um dos gerentes de Operações da agência, em maio deste ano, ele alerta que, como os equipamentos não passam por processo de certificação, caso sejam utilizados por mais de uma pessoa, “todos os envolvidos devem ser conscientizados da natureza desportiva da atividade e de que a Anac não garante a segurança da operação, sendo o piloto e a aeronave desprovidos de qualquer certificado de capacidade técnica reconhecido pela Anac, cabendo aos praticantes a responsabilidade pelo gerenciamento do próprio risco”.
Seis mortes em um ano
Nesta segunda-feira, as vítimas foram o instrutor brasileiro Luiz Eduardo Rodrigues dos Santos, de 45 anos, e o turista argentino Adrian Guillermo Arismendi, de 26. E, no último ano, outros acidentes deixaram mais quatro mortos.
Em agosto, o coronel da reserva do Exército Álvaro Roberto Cruz Ferreira Lima, de 63 anos, afogou-se após pousar no mar. Ele teria sido atingido por uma linha de pipa próxima à área de pouso. No início do ano, o instrutor Rodolfo Pascoal Ladeira e a turista americana Jenny Colón Rodríguez também morreram após caírem no mar de São Conrado durante o pouso. Ele era recordista de parapente e possuía mais de 16 anos de experiência.
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Outro campeão do esporte, Philip Eric Haegler sofreu um acidente em novembro de 2025 e morreu após se chocar contra um prédio na orla de São Conrado e cair de uma altura de 250 metros. Ele era um dos nomes mais reconhecidos do voo livre no Brasil. A investigação da 15ª DP (Gávea) concluiu que Haegler foi atingido por uma asa-delta pilotada pelo instrutor Sergio Manoel da Silva, que admitiu ter se distraído pouco antes do choque ao ajustar um item do passageiro que estava com ele. O homem foi indiciado por homicídio culposo, quando não há intenção de matar.
Ainda houve casos de acidentes na região de outras modalidades de voos livres que não são autorizadas a decolarem da rampa. Em 2024, José de Alencar Lima morreu ao saltar de outro ponto do local com um speed-fly, equipamento parecido com um parapente.
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