Conhecidos como o casal “mais bem resolvido” do Terceira Metade, reality sobre o poliamor do Globoplay, Dhara Gonçalves e Yago Soniga desenharam as próprias regras para o relacionamento, mas garantem que não é bagunça. Pelo contrário. Dhara, que trouxe a proposta do amor livre para a relação dos dois, mostra que além de muita conversa, o modelo exige também estudo. Para a produtora de conteúdo adulto, a resposta para amar sem posse, sem hierarquia e sem fingir que “família tradicional” é sinônimo de felicidade, começou em uma pilha de livros.
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“Essas leituras me abriram a mente. Me fizeram entender que a não monogamia não é só sobre quantidade de parceiros, mas sobre liberdade real, responsabilidade e muito cuidado”, diz.
Para quem está curioso sobre o estilo de vida, ela indica seus 4 livros favoritos:
Primeiro impacto: descobrir que monogamia não é “natural”, e sim uma imposição histórica ligada à colonização e ao controle de corpos. “O livro abre espaço para discussão de relações éticas e coletivas, ancoradas em saberes indígenas e no cuidado. Me ajudou muito e foi um dos primeiros livros que li sobre o tema. ”, conta Dhara.
O Desafio Poliamoroso, de Brigitte Vasallo
O alerta necessário: propõe que o poliamor não é necessariamente libertador, mas muitas vezes, reproduz a mesma lógica de posse, competição, hierarquias e privilégios da monogamia. “Me ajudou muito a diferenciar liberdade afetiva real e reprodução de desigualdades com outro nome. É leitura fundamental para quem deseja praticar poliamor de forma consciente e política, e não apenas como estilo de vida individualista”, explica.
Novas formas de amar, de Regina Navarro Lins
“Esse livro descreve as mudanças contemporâneas no Brasil, do consultório ao cotidiano. Mostra como as pessoas estão reinventando vínculos, poliamor, vida a três, relações mediadas por apps, a partir de mudanças sociais e tecnológicas”.
Tudo sobre o amor, de Bell Hooks
Não é um livro diretamente ligado a não-monogamia, mas poderia. A autora feminista trata o amor como força política, não como roteiro da Disney. “É meu apoio para todas as outras leituras, porque me ensinou a ver o amor de forma completamente diferente do que fomos educados”, diz Dhara.