Após o alerta de chuvas intensas no estado do Rio previstas para até domingo, como informou a Climatempo, a expectativa é de que o volume acumulado em somente três dias ultrapasse a média para todo o mês de abril, aumentando o risco de deslizamentos e alagamentos em algumas regiões. O Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil municipal dão orientações do que fazer em casos extremos.
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A Defesa Civil municipal enumera atitudes que devem ser tomadas diante da chuva.
- Verifique se há sinais de rachaduras em sua residência. Ao perceber trincas ou abalo na estrutura, acione a Defesa Civil pelo número 199 e evite ficar em casa;
- Fique atento a fissuras nas encostas, deslocamento de massa, pedra, bem como postes e árvores tortas nestes locais;
- Fique atento aos alertas sonoros, pois eles indicam perigo de deslizamento;
- Em caso de acionamento de sirenes, desligue o gás e energia da casa, pegue remédios, documentos, animais de estimação, ajude crianças e idosos e se desloque para os pontos de apoio estabelecidos pela Defesa Civil (os locais são informados no site da Defesa Civil Rio, pelo número 199 ou pelo aplicativo COR.Rio);
- Se necessário, use os telefones de emergência 193 (Corpo de Bombeiros) e 199 (Defesa Civil)
- Fique atento às atualizações do tempo através veículos de comunicação e canais do COR.
Como receber alertas de chuvas por telefone?
- Para receber os alertas por SMS: cadastre-se, enviando o número CEP para o número 40199;
- Já para receber os alertas via WhatsApp: cadastre-se enviando mensagem para o (61) 2034-461.
Em caso de alagamento, o que fazer?
De acordo com a prefeitura, há diferenças se a pessoa estiver a pé ou a bordo de um carro diante de um alagamento.
- A recomendação é sempre evitar andar por áreas alagadas;
- Animais peçonhentos, buracos, bueiros abertos e fios elétricos expostos podem estar escondidos na água;
- Também é difícil de identificar onde começam e terminam as margens de canais e de rios, aumentando a chance de quedas e de afogamentos;
- Jamais tente enfrentar a força da água, pois a força da água pode te arrastar;
- Em último caso, busque um local mais alto ou abrigado, como os interiores de prédios, e espere a chuva passar e o nível da água descer para poder seguir caminho.
- A recomendação é que não se transite em áreas alagadas;
- Há risco de cair em bueiros abertos, em buracos, em canais e rios, caso não dê para enxergar o asfalto;
- Jamais desafie a força da água. A correnteza pode arrastar facilmente até mesmo veículos pesados;
- Se você realmente precisar passar por uma via alagada, observe o nível da água:
- Se a água estiver até a metade da roda, faça a travessia em primeira ou segunda marcha, mantendo distância do carro da frente e a velocidade constante;
- Se a altura da água ultrapassar a metade da roda, desista. Há risco de comprometimento do motor e você pode enguiçar;
- Se você perceber que a água não para de subir, já atingiu metade da porta ou começou a entrar no veículo, saia imediatamente;
- Procure um local seguro, de preferência um ponto mais alto, até que a chuva pare;
- Se a água já estiver na metade da janela do carro e não for possível sair pelo teto, mantenha tudo fechado, e acione socorro do Corpo de Bombeiros pelo 193.
Casos de desabamentos e deslizamentos: é preciso ficar atento
Em situações de chuva forte ou prolongada por dias seguidos, o risco de deslizamentos de terra aumenta consideravelmente, segundo os bombeiros. Por isso, moradores que têm casas próximas a encostas precisam ficar atentos e estar preparados para caso precise deixar o imóvel. O conselho é manter uma pasta com documentos, assim como os remédios de uso frequente separados, recomendam os bombeiros.
- Se a sirene for acionada, saia imediatamente;
- Não retorne para buscar objetos de valor;
- Mantenha a calma e siga para os pontos de apoio previamente indicados pelos agentes da Defesa Civil;
- Para não ser pego de surpresa, cadastre-se para receber, no seu celular, os avisos e alertas de risco da Defesa Civil: basta enviar um SMS com o número CEP da sua residência para 40199.
Caso perceba rachaduras nas paredes ou no teto da casa, assim como dificuldades em fechar portas e janelas, acione a Defesa Civil (199). Inclinações de postes, árvores ou do terreno também são indicativos de perigo. Água brotando no solo também pode indicar risco, da mesma forma que pequenos deslizamentos de terra. De acordo com os bombeiros, é preciso ficar atento ainda a sons de estalos ou sensação de que o solo está vibrando: isso indica grande risco de desabamento.
Chuva deve atingir a Serra Fluminense com maior força
Segundo Thiago Sousa, do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), as regiões mais afetadas pela chuva devem ser a Serra Fluminense, especialmente nas áreas no entorno do pé da serra, e a Costa Verde, onde a precipitação também pode atingir acumulados significativos.
A chuva, segundo ele, começará com mais intensidade entre a tarde e a noite desta sexta-feira, estendendo-se pela madrugada de sábado. A interação da umidade vinda do oceano com o relevo da serra deve potencializar o risco de acumulados elevados em um curto espaço de tempo, tornando a situação “ainda mais preocupante.
— Ainda há incertezas quanto ao horário exato de início e à distribuição final dos maiores acumulados de chuva, mas a tendência será monitorada rodada a rodada pelos modelos meteorológicos. A população dessas regiões deve ficar atenta às atualizações e alertas das autoridades, especialmente em áreas vulneráveis a deslizamentos e enchentes — alertou o meteorologista.
Acumulado em três dias deve superar o previsto para abril
A mudança brusca é reflexo de uma frente fria que se aproxima do estado do Rio. Há potencial de enchentes, enxurradas e alagamentos. O destaque fica com os municípios da parte sul da Serra Fluminense — como Petrópolis, Teresópolis e Nova Friburgo — em que os acumulados de chuva devem variar entre 250mm e 350mm. Essa é a região que deve ser a mais afetada.
A capital é uma das cidades com previsão de registrar acumulados entre 150 mm e 250 mm de chuva, entre sexta-feira e domingo. A área destacada com o alerta de perigo inclui também municípios do norte do estado, como Campos dos Goytacazes, São Fidélis e Macaé.
Já no Sudoeste do estado, na divisa com Minas Gerais e São Paulo, os acumulados de chuva devem ser menores, mas ainda elevados, variando entre 100mm e 150mm ao longo dos próximos dias.
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Segundo o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), a sexta-feira será marcada por pancadas isoladas de chuva moderada a muito forte, acompanhadas de raios e rajadas de vento, com intensificação durante a noite.
No sábado, são esperadas pancadas moderadas a muito fortes, com descargas atmosféricas e rajadas de vento nas regiões Serrana, Norte e Noroeste, enquanto o restante do estado terá chuva moderada, ocasionalmente forte e constante.
Já no domingo, a previsão indica chuva fraca a moderada ao longo do dia em todo o estado.
Os ventos também ficarão intensos. A Climatempo prevê que, na sexta-feira, as fortes rajadas acontecerão durante os temporais, com rajadas previstas de 60 a 80 km/h. No sábado, venta ao longo de todo o dia com algumas rajadas alcançando de 50 a 70 km/h. Há condições para queda de galhos, árvores e estruturas metálicas.
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A empresa também ressalta que o mar ficará agitado, com ondas que podem alcançar os 3 metros de altura durante o sábado e domingo.
Segundo a empresa, a virada do tempo pode provocar eventos que se assemelham a outros que aconteceram em Petrópolis, Teresópolis, Angra dos Reis e Paraty nos últimos anos.
