O ator carioca Juan Paiva tornou-se pai de Analice aos 16, do relacionamento com a então namorada e agora mulher, a empreendedora Luana Sousa. “No começo foi desesperador. Tive que conciliar paternidade, estudos e vida profissional. Aprendi na prática”, lembra. Hoje, ele, aos 26, e Analice, aos 11, vivem momentos de pura parceria. Entre praias e churrascos, quando a família se encontra, o intérprete de Samuel na novela “Dona de mim”, da TV Globo, conversa sobre todos os assuntos com a filha, que se encaminha para a adolescência. “Analice sofreu bullying aos 8 anos. Faço questão de mostrar referências femininas parecidas com ela, mulheres que trabalham com arte e são empoderadas.”
O antropólogo Lucas Bártolo, de 32 anos, e a filha, Amora, de 10 meses, do casamento com a antropóloga Morena Freitas, celebram neste domingo o primeiro Dia dos Pais. “Vamos passar a data ao lado do meu pai, João Antônio, que está fazendo brinquedos de madeira para ela.” A intensa transformação dos últimos meses é motivo de comemoração. “Muda toda a vida. Poderia falar dos ‘B.Os.’, mas quero destacar o lado lúdico que um bebê traz para a rotina”, pontua. “É muito trabalhoso, mas levo com leveza.” Uma das preocupações do antropólogo é que Amora seja uma mulher autônoma: “Desejo prepará-la dando coragem e liberdade”. Lucas também ressalta a mudança na maneira de encarar o futuro com a chegada da filha. “Revoluciona a ideia de perspectiva, de tempo. Dá um propósito e uma noção fantástica de agora.”
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Flamenguista de carteirinha, o artista carioca Raul Mourão, de 57 anos, sofreu quando o filho, Antonio, de 14, flertou na infância com o Botafogo. “Foi só para implicar comigo. Depois, voltou a ser Flamengo”, conta aliviado. Atualmente, pai e filho adoram viajar juntos. “Ele é um grande companheiro. E a viagem é sempre uma cápsula, distante de games e telas”, comenta. O esporte é outra paixão do adolescente, seu único filho do casamento com a jornalista Isabel De Luca. “Dou a maior força. Ele adora futebol, tênis e agora está jogando golfe. Vamos ao Rio Open e precisamos retomar nossas idas ao Maracanã”, diz. Raul menciona diferenças e similaridades entre a educação que recebeu e a que dá. “A de hoje tem mais escuta e conversa. Mas os valores morais e éticos, a atenção às desigualdades e o olhar cuidadoso para o mundo transmitidos pelo meu pai continuam os mesmos.”
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Carioca da gema, o modelo Matheus Dias, de 29 anos, é pai de Malawi, de 2, do relacionamento com Julia Menezes. “Foi muito desejado, mas não programado. Como sou do candomblé, entendo que veio na hora certa”, diz. Matheus considera um desafio “criar um filho preto no Rio”. “Quando você se engana com o racismo, dói. A educação que vou dar será realista”, explica. Além de modelo, ele é sacerdote do culto de ifá. “Me iniciei no cristianismo, mas, depois, entendi que precisava de um Deus que se parecesse comigo”, conta. Malawi o acompanha nos ritos religiosos. “No futuro, ele terá outras opções, vai poder escolher. Mas acredito que isso faz parte de sua formação como homem negro.” E o que é ser um paizão para Matheus? “Não é mérito, e, sim, responsabilidade. Estou cumprindo essa missão com muita responsabilidade”, conclu
João Diamante, Eloisa e Ayla
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Duas filhas com o intervalo de mais de uma década em momentos de vida totalmente diferentes. O chef João Diamante, de 34 anos, é pai de Eloisa, de 15, da relação com Ata Eukercia, e de Ayla, de 1, do casamento com a sua assessora, Stephanie Parreira. Baiano criado no Complexo do Andaraí, no Rio, ele credita à primeira paternidade o seu foco. “Sou o que sou por causa da minha filha mais velha”, afirma. “Não podia jogar tudo nas costas da minha mãe, que sempre esteve ao meu lado. Entendi que tinha que prosperar na vida.” E prosperou. Passou pela Marinha, estudou Gastronomia e ganhou uma bolsa de estudos para morar em Paris e trabalhar com o chef Alain Ducasse. Hoje, está à frente do restaurante Dois de Fevereiro e toca o projeto de gastronomia social Diamantes na Cozinha. As filhas, ele conta, têm seus pratos favoritos. “O da Eloisa é a minha lasanha à bolonhesa, já a Ayla ama as receitas com batata baroa. Comida é um elo. ”
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Toda terça-feira, Eduardo e Antônio Neves tocam juntos no projeto Choro Batucada no Glorioso Cultural, na Rua do Catete, no Rio. “Reúne uma turma da idade do Antônio e outra da minha geração”, diz Eduardo, de 57 anos. Ele é flautista, saxofonista e pai do trombonista e arranjador Antônio, de 34. “Fui pai muito jovem da Luiza e do Antônio, do primeiro casamento. Me separei, me casei novamente e tive o Francisco Caetano, que está com 7 anos”, conta. A música permeia a relação com o filho do meio. “Tenho um orgulho danado dele”, derrama-se. Antônio, agradece ter nascido numa família de músicos. “Na infância, ouvia Paulinho da Viola, John Coltrane e Wynton Marsalis. Meu pai é meu ídolo.”