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Confrontos no sul da Síria deixaram ao menos 1.265 mortos, diz ONG; Governo retira famílias beduínas da região

BRCOM by BRCOM
julho 21, 2025
in News
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Combatentes beduínos e tribais posicionam-se na entrada do coração druso da Síria, em Sweida — Foto: Bakr ALKASEM / AFP

Os conflitos violentos na província de Sweida, no sul da Síria, deixaram mais de 1.260 mortos antes da entrada em vigor de um cessar-fogo no domingo, de acordo com um novo balanço divulgado nesta segunda-feira pelo Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH). A organização afirmou ter documentado outras mortes ocorridas antes da entrada em vigor da trégua. Entre os mortos estavam 505 combatentes drusos e 298 civis drusos, dos quais 194 foram “sumariamente executados por membros dos Ministérios da Defesa e do Interior”.

  • Contexto: Israel bombardeia a Síria em resposta aos ataques contra drusos e cobra ação da comunidade internacional
  • Apesar de acordo: Confrontos entre drusos e beduínos continuam no sul da Síria e deixam 80 mil deslocados

O balanço também inclui 408 membros das forças de segurança do governo e 35 beduínos sunitas, incluindo três civis “sumariamente executados por combatentes drusos”. Além disso, 15 soldados do governo morreram em ataques israelenses, segundo o OSDH.

Como parte do acordo, o governo sírio disse que estava retirando centenas de famílias tribais beduínas da área nesta segunda, após mais de uma semana de confrontos mortais. Além disso, o governo disse que havia destacado forças de segurança por toda a província para proteger a área e os civis.

Os confrontos entre grupos armados de tribos beduínas e a minoria religiosa drusa eclodiram no início deste mês e renovaram os temores de violência sectária generalizada e ataques contra minorias religiosas. A violência também atraiu o vizinho Israel, que realizou vários ataques aéreos contra alvos do governo sírio na capital, Damasco, dizendo que estava agindo para proteger os drusos.

  • Entenda: Após escalada de Israel contra Damasco, Síria retira tropas de Sweida e diz querer evitar ‘guerra aberta’

No sábado, o governo sírio anunciou o acordo de cessar-fogo e realocou forças para Sweida, após uma breve retirada da província, para conter novos confrontos entre os dois lados. Um acordo de cessar-fogo havia sido anunciado na quarta-feira, mas os confrontos continuaram.

Em um discurso televisionado no sábado, o presidente interino Ahmed al-Shara da Síria descreveu o recente derramamento de sangue como um “ponto de virada perigoso” para sua nação. Ele disse que “a intervenção israelense empurrou o país para uma fase perigosa que representa uma ameaça à sua estabilidade”.

Combatentes beduínos e tribais posicionam-se na entrada do coração druso da Síria, em Sweida — Foto: Bakr ALKASEM / AFP

A situação permaneceu tensa mesmo quando famílias beduínas deixaram a província em veículos particulares e em ônibus do governo, enquanto combates esporádicos continuaram nesta segunda-feira, de acordo com a OSDH.

O governo sírio informou que as famílias que estavam sendo retiradas ficaram presas na capital da província. Elas estavam sendo levadas para a província vizinha de Daraa.

— Afirmamos nosso total compromisso em garantir a saída de todos aqueles que desejam deixar a província de Sweida e ofereceremos a possibilidade de entrada para aqueles que desejarem — disse o brigadeiro-general Ahmad al-Dalati, comandante das Forças de Segurança Interna em Sweida, segundo a mídia estatal.

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  • ‘Reféns em suas próprias áreas’
      • Confrontos no sul da Síria deixaram ao menos 1.265 mortos, diz ONG; Governo retira famílias beduínas da região

‘Reféns em suas próprias áreas’

O general al-Dalati disse que um cordão de segurança foi imposto ao redor de Sweida para proteger a área depois que grupos armados tribais de outras partes da Síria chegaram à província para participar dos confrontos.

Um porta-voz do Ministério do Interior, Noureddine al-Baba, disse que o governo estava forçando famílias beduínas a partir para sua própria segurança porque elas haviam se envolvido na violência entre os grupos armados.

  • Retorno: Mais de dois milhões de sírios voltaram para casa desde a queda de Assad, segundo a ONU

— Isso os transformou em reféns em suas próprias áreas — disse al-Baba. — E retardou a movimentação das forças governamentais em terra.

Ele descreveu o conflito entre as tribos drusas e beduínas na área como algo que remonta a décadas e gira em torno de direitos à terra.

Com New York Times e AFP.

Confrontos no sul da Síria deixaram ao menos 1.265 mortos, diz ONG; Governo retira famílias beduínas da região

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