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Conheça Alana Cabral, uma das protagonistas de ‘Três Graças’, novela que marca a volta de Aguinaldo Silva à TV Globo

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setembro 13, 2025
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Alana Cabral e Sophie Charlotte nos bastidores de 'Três Graças' — Foto: Estevam Avellar/Divulgação

Uma certa conversa sobre planos para o futuro ficou na memória da atriz Alana Cabral, de 18 anos. Quando ela listou um Oscar como sonho, ouviu do interlocutor: “você não acha que está indo longe demais?”

— Eu respondi: “não acho, porque, muitas vezes, ir longe demais era estar onde estou agora”. A minha própria história é inspiração para mim.

A curta — porém estimulante — trajetória da jovem paulistana começa com uma pequena participação na minissérie “Assédio”, da TV Globo, exibida em 2018, mas gravada quando ela tinha 9 anos, e culmina em Joélly, uma das protagonistas da próxima novela das 21h, “Três Graças”, que marca a volta de Aguinaldo Silva para a TV Globo. Na trama, prevista para estrear no dia 20 de outubro, ela é neta de Lígia (Dira Paes) e filha de Gerluce (Sophie Charlotte), o trio do título, uma família humilde que vive na fictícia comunidade paulistana da Chacrinha.

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—A Joélly é uma adolescente criada por duas mulheres muito fortes — diz Alana. — Independente, segura, mas sonhadora, ela não tem noção ainda do que está acontecendo na vida dela. A ficha vai demorar a cair.

A personagem não vai escapar da sina da família. Logo de cara, Joélly e o público descobrem que ela está grávida, tal qual a avó e a mãe também estiveram quando adolescentes. O pai é Raul (o ator Paulo Mendes, de 21 anos), o filho dos patrões de Gerluce que frequenta a Chacrinha em busca de drogas.

—A novela fala muito sobre gravidez na adolescência e abandono parental, polêmicas, entre muitas aspas, que precisam ser desmistificadas — diz a jovem. — Educação sexual é muito importante. É triste quando vemos, na nossa política, gente contra a educação sexual. Uma adolescente grávida é muito grave, mas uma adolescente periférica grávida é pior ainda.

Alana Cabral e Sophie Charlotte nos bastidores de ‘Três Graças’ — Foto: Estevam Avellar/Divulgação

Filha do meio de uma família formada por um gerente comercial e uma dona de casa de festas, a pequena Alana se mudou para o Rio com os pais quando fez 10 anos. Ela havia passado num teste para o elenco de “Verão 90”, novela das 19h exibida em 2019, e todo mundo veio de mala e cuia para o Recreio, na região do Rio que recentemente mudou o nome de Zona Oeste para Zona Sudoeste. Foi nos bastidores da novela que Alana conheceu Dira Paes, agora sua avó na ficção.

—Lembro muito dela, uma menina madura para a idade, com um jeito especial e um sorriso inesquecível— diz Dira. —Acho linda essa transição para uma pequena adulta, mas que, aos 12, já era uma criança com sensibilidade de artista por todos os poros.

O “olheiro” do Miss Arujá que o diga. Em 2013, quando morava na pequena cidade, a 41km da capital paulista, Alana e sua mãe, Amanda, foram interpeladas numa loja pelo produtor de um evento infantil de beleza. À procura de meninas negras para aumentar a representatividade do concurso, ele viu a garota, na época com 6 anos, toda espevitada. Fez o convite para a mãe, que “não acreditava muito nessas coisas, achava que os resultados eram todos roubados”. Mas a menina insistiu, até conseguir que a mãe e o pai a liberassem para brincar naquela passarela. No fim das contas, a campeã foi ninguém mais ninguém menos que Alana Cabral.

— E eu era a única menina negra — conta ela, relembrando quando os cabelos crespos foram presos pela produção antes de entrar no palco. —Alguém foi chamar minha mãe e disse que eu estava muito estranha, muito triste. Quando ela olhou para mim, falou: “Já sei”. E soltou todo o meu cabelo, fiquei com meu blackzão. Me diverti. Desde então, meus pais me colocaram no teatro e comecei a me desenvolver.

Acostumado a trabalhar com jovens talentos em várias edições da novela “Malhação”, Luiz Henrique Rio, hoje diretor artístico de “Três Graças”, celebra a atual geração de Alana como uma turma mais destemida.

— Esse grupo que a Alana representa, de 17, 18 anos, tem menos receios, passa a sensação de que tem menos a perder e mais a ganhar — diz o diretor. —É um pouco isso que sinto nela e nos outros jovens com quem tenho trabalhado. Eles têm uma ousadia criativa muito grande.

Luiz e a produção da novela já estão cientes de que Alana tem um compromisso importante nos dias 9 e 16 de novembro, domingos nos quais vai precisar, impreterivelmente, de folga.

—Estou no terceiro ano (do Ensino Médio). Vou fazer o Enem, já me inscrevi — diz ela, que pensa em cursar Artes Cênicas, Cinema ou Psicologia. — Até maio, achava que ia fazer vestibular, entrar numa faculdade, fazer alguns trabalhos como sempre faço. Não que minha vida ia mudar dessa maneira. Mas não estou tirando o estudo da minha vida. Ele sempre andou comigo desde que era pequena.

O ano de 2025 guarda mais estreias para Alana Cabral além da TV. A jovem protagonista da novela “Três Graças” também pisa pela primeira vez no Festival de Cinema de Brasília, que começou ontem e vai até o dia 20. Ela está no elenco de “Quatro meninas”, selecionado para a Mostra Competitiva Nacional. Dirigido por Karen Suzane, o longa será exibido na segunda, às 21h, no Cine Brasília.

No filme “Quatro meninas”, da esquerda para a direita, as atrizes Ágatha Marinho, Maria Ibraim, Alana Cabral e Dhara Lopes — Foto: Divulgação/Cris Lucena
No filme “Quatro meninas”, da esquerda para a direita, as atrizes Ágatha Marinho, Maria Ibraim, Alana Cabral e Dhara Lopes — Foto: Divulgação/Cris Lucena

— É sobre a emancipação de quatro meninas negras escravizadas na época de 1880, que decidem fugir porque estão correndo perigo — diz Alana, resumindo o trabalho estrelado com as colegas Ágatha Marinho, Dhara Lopes e Maria Ibraim. — E as sinhás dessas meninas, que têm a mesma idade e foram criadas com elas, decidem fugir também.

No elenco de “Quatro meninas” está Dani Ornellas, uma das atrizes que aparecem na lista de ídolos de Alana, composta ainda pela “avó” Dira Paes, por Jéssica Ellen, Jennifer Nascimento e Taís Araujo, essas duas últimas profissionais com quem ela esbarrou recentemente pelos corredores dos Estúdios Globo. Todas também discípulas de Ruth de Souza (1921-2019), devidamente tietada por Alana.

— Eu e minha mãe sempre tentamos resgatar referências mais velhas, até para eu não perder a essência histórica do meu trabalho. Então, quando eu vi a dona Ruth na quadra do Salgueiro, num evento muito legal do Dia da Consciência Negra, a gente falou: “Vamos tirar uma foto com ela? Vamos!”.

Alana Cabral em'Salve Rosa' — Foto: Divulgação
Alana Cabral em ‘Salve Rosa’ — Foto: Divulgação

Além de Brasília, o Festival do Rio, marcado entre 2 e 12 de outubro, também tem Alana na programação. É em “Salve Rosa”, suspense protagonizado por Klara Castanho e Karine Teles. O filme foi selecionado para a mostra Première Brasil do evento e estreia nos cinemas no dia 23 de outubro. A história, dirigida por Susanna Lira, gira em torno de uma jovem que fica famosa e cuja mãe faz de tudo para cuidar da carreira dela.

— Faço o papel da menina que vira a melhor amiga da personagem da Klara conforme a trama avança. É um filme muito legal, mas muito assustador também.

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