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conheça equipe que representa o Brasil no Mundial de Beisebol

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março 9, 2026
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Osvaldo Carvalho em partida contra os Estados Unidos no Mundial de Beisebol — Foto: KENNETH RICHMOND / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / GETTY IMAGES VIA AFP

Um jovem que trabalhou como pedreiro para poder se tornar jogador de beisebol. Um tradutor profissional do japonês para o espanhol e o português. Três filhos de ex-jogadores das grandes ligas. Um técnico com raízes japonesas. A seleção brasileira de beisebol é uma mistura de culturas, esforço, disciplina e talento.

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É verdade que o time não conta com grandes nomes da Major League Baseball e sofreu duas derrotas consecutivas diante dos Estados Unidos (15 a 5) e da Itália (0 a 8) na primeira fase do Clássico Mundial de Beisebol, disputada em Houston, no Texas, uma das sedes do torneio. Mesmo assim, os atletas seguem com paciência no processo de construção de uma equipe formada por ingredientes e idiomas diversos.

E, quando o assunto é construção, o rebatedor designado e shortstop Osvaldo Carvalho entende bem do tema. Ele conciliou os primeiros passos no beisebol com o trabalho como pedreiro, que lhe permitiu custear a própria vida, dividindo o tempo entre o canteiro de obras e o vestiário do clube.

— Entrava no trabalho às oito da manhã e saía às seis da tarde. A construtora ficava perto do clube e depois eu treinava até as oito da noite. Também ia treinar aos sábados — contou em entrevista coletiva o atleta de 24 anos, nascido em Marília, no interior de São Paulo.

Osvaldo Carvalho em partida contra os Estados Unidos no Mundial de Beisebol — Foto: KENNETH RICHMOND / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / GETTY IMAGES VIA AFP

No país de Pelé, porém, não foi fácil convencer a família de que, em vez de chutar uma bola, ele preferia rebatê-la.

— Sempre é difícil. Meu pai não queria, dizia que era um esporte de japoneses. Mas eu disse que sempre gostei e nunca fiquei triste por não assinar contrato. Continuei jogando porque amo esse esporte — afirmou depois à AFP.

O pai não estava totalmente errado. O Japão é o favorito do torneio e já está classificado para a próxima fase. E, se há um país com a maior comunidade japonesa da América Latina, esse país é o Brasil. Talvez não seja coincidência que Carvalho tenha acabado assinando com o modesto Nikkey Marília, equipe ligada à comunidade nipônica em seu país.

No elenco brasileiro também se destacam sobrenomes japoneses, como os arremessadores Daniel Missaki, Sann Omosako e Oscar Nakaoshi, além do receptor Enzo Hayashida. Entre eles está também Bo Takahashi, de 29 anos, natural de Presidente Prudente, em São Paulo, e arremessador do Saitama Seibu Lions, da liga japonesa.

— Acho que a cultura japonesa, em geral, é famosa pela disciplina e pelo respeito ao jogo. Isso tem grande influência não só no beisebol japonês, mas também no Brasil, onde temos muitos jogadores com raízes no Japão. Acho que isso é positivo — disse Takahashi à AFP. — Gosto do que aprendi com o beisebol japonês, americano e latino-americano. É uma mistura de estilos, mas é o nosso próprio estilo. Sem dúvida — acrescentou.

Osvaldo Carvalho e Bo Takahashi posam com mascote do Houston Astros — Foto: MOISES ÁVILA / AFP
Osvaldo Carvalho e Bo Takahashi posam com mascote do Houston Astros — Foto: MOISES ÁVILA / AFP

Durante entrevistas coletivas, Bo — que também fala inglês e um espanhol caribenho aprendido com colegas nas ligas menores do Arizona — costuma traduzir ao pé do ouvido algumas perguntas para Carvalho. Embora a equipe tenha um tradutor oficial, dentro de campo também conta com Vitor Ito, shortstop e peça-chave do time.

Depois de atuar em ligas amadoras e universitárias do beisebol japonês, Ito, de 31 anos, também trabalha como intérprete oficial na liga japonesa, sem deixar de representar o Brasil como atleta.

Apesar da derrota por 15 a 5 para os Estados Unidos na sexta-feira, no Daikin Park, o outfielder Lucas Ramírez, de 20 anos, anotou dois home runs contra um elenco repleto de estrelas da Major League Baseball.

Ele é filho do ex-rebatedor designado Manny Ramírez, dominicano que brilhou por equipes como Cleveland Guardians, Boston Red Sox e Los Angeles Dodgers. Também integra o elenco Dante Bichette Jr., de 33 anos, filho de Dante Bichette Sr., que teve 14 temporadas nas grandes ligas.

Lucas Ramirez em jogo contra a Itália no Mundial de Beisebol — Foto: KENNETH RICHMOND / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / GETTY IMAGES VIA AFP
Lucas Ramirez em jogo contra a Itália no Mundial de Beisebol — Foto: KENNETH RICHMOND / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / GETTY IMAGES VIA AFP

Outro nome é Joseph Contreras, de 17 anos, filho de José Ariel Contreras, ex-arremessador cubano campeão da Série Mundial de 2005 com o Chicago White Sox e participante do All-Star Game.

Ainda estudante universitário, Joseph conseguiu eliminar a superestrela do New York Yankees, Aaron Judge, com uma bola rápida de 94 milhas por hora, o que permitiu ao Brasil completar uma jogada dupla salvadora.

— É coisa de sangue. Trata-se mais do sangue brasileiro do que de qualquer outra coisa. Somos uma grande família, e a harmonia no Brasil é minha parte favorita, sem dúvida — disse Bichette Jr. à AFP na última quinta-feira.

Técnico da seleção brasileira de Beisebol, Yuichi Matsumoto — Foto: CHRIS CODUTO / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / GETTY IMAGES VIA AFP
Técnico da seleção brasileira de Beisebol, Yuichi Matsumoto — Foto: CHRIS CODUTO / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / GETTY IMAGES VIA AFP

Em conversa com a imprensa, o técnico e ex-primeira base Yuichi Matsumoto reconheceu a diversidade do grupo.

— A comunicação é muito importante para formar o time. Não importa se os jogadores vêm do Japão ou dos Estados Unidos. Este grupo é muito unido e continuará assim.

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