No Brasil há um ano, a maison Telmont aposta na alta gastronomia para conquistar as taças do público no país. São três rótulos no mercado, que revelam os vinhedos da comuna de Damery e os valores da marca fundada em 1912.
— É um champanhe centenário, que tem o objetivo de ser o mais sustentável do mundo. É um champanhe nichado, para alta gastronomia. É o oficial do La Liste (renomado guia gastronômico francês). São quatro gerações da família Lhôpital que criou e continuam a criar hoje o champanhe Telmont — revela Hugo Bettarel, embaixador da marca no Brasil.
Em 2020, o grupo familiar francês de bebidas Rémy Cointreau tornou-se o acionista majoritário da Telmont. Dois anos depois, o ator e ativista ambiental Leonardo de Caprio também se tornou sócio.
Além da sustentabilidade, a maison tem mais dois pilares: transparência e futuro.
— Em tudo o que fazemos, pensamos em como será o champanhe daqui a 30 anos, como vai ser a terra para produzir o champanhe daqui a 30, 50, 100 anos. Temos 24,5 hectares que são hoje 100% orgânicos, e 70% das uvas que compramos de nossos viticultores parceiros são orgânicas. O objetivo para 2030 é acompanhar nossos viticultores parceiros para que todas as uvas que compramos também sejam.
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Hugo explicou que uma equipe da maison está acompanhando os viticultores parceiros nesse processo.
— O vinhedo orgânico tem um rendimento menor que o clássico, mas a qualidade da uva é muito melhor. E essa qualidade da uva é o futuro da uva e da terra. Em Champagne, ao andar pelos vinhedos, você vê os nomes de cada marca, de cada viticultor. Quando você olha um hectare biológico e um clássico, a cor da terra é totalmente diferente. Uma está verde e viva, você sente a naturaleza. No outro, a terra está marrom. É incrível. Nosso objetivo é produzir com o olhar para o futuro, para as próximas gerações — detalha.
Hugo explica que a Telmont implementa uma série de medidas de sustentabilidade e tem preocupação com as mudanças climáticas. Ano passado, a maison fez o transporte de garrafas de champanhe da França para Nova York em um veleiro:
— Não usamos embalagem plástica para presentear, por exemplo. Ano passado, fizemos pela primeira vez um movimento super especial: o veleiro Neoliner Origin levou 11 mil garrafas de champanhe para os Estados Unidos. O transporte demorou mais tempo por que é movido apenas pelo vento, mas não tem pegada de carbono. Vamos repetir esse feito, mas ainda sem data.
Segundo Hugo, o objetivo da casa também é ser carbono zero em 2030:
— A garrafa do Telmont pesa 800 gramas. São 100 gramas a menos que uma garrafa de champanhe normal. E só fazemos o transporte de contêiner em navio. Nada de aéreo, para diminuir a pegada de carbono.
Com relação à transparência, ele explica que todas as informações sobre a bebida estão nos rótulos.
— Isso é um grande diferencial, porque normalmente temos o rótulo com o logo e acabou. O cliente costuma ter que pesquisar e se educar para encontrar o que está degustando. Com o Telmont, temos todas as informações. O lote de garrafas, o número de garrafas produzidas, o ano de dégorgement, o vinho de reserva, as uvas, o percentual de cada uma. Quem quer saber mais tem o QR Code para acessar — diz Hugo.
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O Telmont Réserve Extra Brut é um blend de três uvas (35% Chardonnay, 36% Meunier e 29% Pinot Noir) de sete safras distintas. Apresenta aromas de pera e notas de amêndoas levemente tostadas. Na boca é refrescante, frutado, cremoso e com final redondo e elegante. Harmoniza com caviar, ostras e frutos do mar.
— Ele pode ser oferecido como welcome drink, aperitivo e até acompanhar sobremesas.
Já o Telmont Rosé é feito com duas variedades (87% Chardonnay e 13% Meunier), de quatro safras diferentes. Envelhecido por cinco anos em adegas subterrâneas.
Os aromas são de frutas vermelhas frescas, com toques herbáceos de hortelã e manjericão. É refrescante, frutado com notas de cerejas maduras, com final redondo e elegante. Combina com queijo parmesão, mariscos e frutos do mar. Foram produzidas apenas 18 mil garrafas. Hugo explica que se trata de um corte menos comum para champanhe:
— Temos Meunier no nosso rosé, porque Damery, a cidade natal do Telmont, é o local onde essa uva se apresenta de forma maravilhosa. Ela precisa de um solo com argila e calcário para crescer. É um lugar espetacular. Ele é perfeito para acompanhar queijos curados, como o parmesão.
O Telmont Blanc de Blanc safra 2014 é 100% Chardonnay. Envelhece 8 anos sur lie. Tem aromas de abacaxi grelhado, com um toque de capim-limão. É refrescante, frutado e com final redondo e elegante. Pode ser servido como aperitivo, com frutos do mar e queijos curados.
— O Blanc de Blanc é um champanhe espetacular. É bem interessante e perfeito para harmonizações.
Os preços dos champanhes são: Telmont Réserve Extra Brut (R$ 844,36), Telmont Réserve Rosé Brut (R$ 1.018,87) e Telmont Blanc de Blancs (R$ 2.888,98). Os rótulos podem ser comprados no e-commerce TodoVino, da Interfood, no canal de Televendas (11) 2602-7266, no WhatsApp (11) 99278-9369 ou em lojas especializadas.

