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outubro 8, 2026
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Coordenador econômico de Flávio nega privatizações e diz que ajuste fiscal vai mirar 'excessos'

Por · outubro 8, 2026
Coordenador econômico de Flávio nega privatizações e diz que ajuste fiscal vai mirar 'excessos'


O coordenador da área econômica do plano de governo do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), Adolfo Sachsida, afirmou nesta quinta-feira que um eventual governo do senador não vai privatizar o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal e a Petrobras e que o ajuste fiscal prometido pela campanha será “focado nos excessos do governo”.
Em vídeo publicado em sua conta no X, o ex-ministro de Minas e Energia disse ainda que programas sociais como o Bolsa Família e o Benefício de Prestação Continuada (BPC) — u salário mínimo pago a idosos e pessoas com deficiência de baixa renda — serão preservados e fortalecidos, e pediu aos eleitores que não acreditem em “fake news”.
Sachsida afirmou que, com “uma equipe competente”, a campanha vai “colocar as contas públicas em ordem respeitando a população brasileira”.
— Se você que está ouvindo esse vídeo é do Banco do Brasil, da Caixa Econômica e da Petrobras, saiba de uma coisa, não existirão privatizações de empresas. Nenhuma dessas empresas será tocada. Nós respeitamos demais a história de vocês — disse. — E o nosso governo é um governo que vai fortalecer a gestão das estatais.
A campanha de Flávio tem mencionado a necessidade de um ajuste de 1,5% do PIB, ou algo em torno de R$ 200 bilhões, mas evitado detalhar medidas.
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Sobre o ajuste fiscal, citou como alvos as remunerações de servidores que, segundo ele, chegam a R$ 200 mil mensais e o tamanho da Esplanada:
— O ajuste fiscal nosso será focado nos excessos do governo, naqueles absurdos. Olha, com todo o respeito, não faz sentido um funcionário público ganhar R$ 200 mil por mês. Isso não é salário de funcionário público — afirmou o economista, que se apresentou como servidor concursado do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) desde 1997.
Ele também prometeu cortar ministérios e “reduzir desperdício”, sem apresentar estimativas de quanto essas medidas economizariam. Para empresários, a promessa foi de redução de impostos e de burocracia. Aos servidores, disse que “podem ficar tranquilos”.
Flávio e o presidente Lula (PT) disputam o segundo turno em 25 de outubro. No primeiro turno, no último domingo, o senador teve 47,03% dos votos válidos, e Lula, 45,16%.

Coordenador econômico de Flávio nega privatizações e diz que ajuste fiscal vai mirar 'excessos'