O copiloto omanense que atacou o comandante do voo da FlyDubai em 30 de setembro planejava lançar o avião contra o aeroporto internacional de Tel Aviv, afirmou nesta sexta-feira o procurador-geral dos Emirados Árabes Unidos, Hamad Saif Al Shamsi. Segundo as conclusões da investigação, divulgadas pela mídia estatal, ele se inspirou nos atentados de 11 de Setembro e buscava “causar o maior número possível de mortes”.
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A conclusão do procurador confirma relatos publicados no início da semana pela rede britânica BBC. Segundo fontes, o copiloto, identificado como Hamam al-Hammami, contou aos investigadores que pretendia seguir pilotando normalmente até entrar no espaço aéreo israelense e obter autorização para pousar. A partir daí, mudaria o curso para atingir o aeroporto ou um edifício no centro de Tel Aviv.
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Ele também teria dito que já havia planejado derrubar um voo anterior para Tel Aviv, mas desistiu ao descobrir que conhecia uma pessoa a bordo. Fontes citadas pela imprensa israelense afirmaram que ele provavelmente agiu sozinho, sem ligação com uma organização radical ou um governo estrangeiro.
O voo FZ1073 partiu de Dubai com destino a Tel Aviv com 174 pessoas a bordo, 166 delas israelenses. Durante a viagem, o copiloto atacou o comandante, o indiano Smit Machchhar, com o machado de emergência da cabine. Ferido, o comandante conseguiu abrir a porta da cabine de comando, e passageiros a invadiram e lutaram pelo controle do avião, que perdeu cerca 5 mil metros de altitude em apenas um minuto. A aeronave fez um pouso de emergência na Arábia Saudita.
Impedido de voar pela Oman Air
Segundo o procurador, o copiloto “atendia aos requisitos profissionais e de segurança para o cargo, incluindo possuir licença, apresentar certificado de bons antecedentes e passar pelas verificações exigidas”. Autoridades da região, porém, afirmaram que ele havia sido impedido de voar pela Oman Air, companhia aérea nacional de Omã, e transferido para uma função administrativa por causa de suas opiniões extremistas. Depois, foi contratado pela FlyDubai.
Uma aeronave Boeing 737 MAX 8 da flydubai prepara-se para pousar no Aeroporto Ben Gurion, em Lod, Israel, em 30 de setembro de 2026
JACK GUEZ / AFP
As regras de aviação de Israel proíbem que pilotos de países sem relações diplomáticas formais com o país, como Omã, operem voos com destino a território israelense.
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O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, elogiou a coragem do comandante e dos passageiros, que, segundo ele, impediram “um desastre de 11 de Setembro”. Netanyahu afirmou que o copiloto passou por uma “doutrinação radical islâmica” e ordenou “uma análise minuciosa de todos os aspectos relacionados à segurança da aviação civil estrangeira com destino a Israel”.
O copiloto continua sendo interrogado nos Emirados. Na Austrália, onde estudou entre 2015 e 2017, as autoridades também investigam seus vínculos com o país.
Com AFP
Copiloto da FlyDubai planejava atentado contra aeroporto de Tel Aviv inspirado no 11 de Setembro, afirma procurador dos EAU
