A Corregedoria da Polícia Civil de São Paulo prendeu neste sábado (22) o investigador Milton Massaru Nakayama, conhecido como “Japa”, suspeito de integrar o grupo que agrediu e sequestrou um homem na Zona Leste e o colocou no porta-malas de um carro que imitava uma viatura policial. O caso ocorreu na segunda-feira (10), no bairro de Arthur Alvim, próximo a Itaquera. A vítima segue desaparecida.
Ao todo, são dez mandados de busca e apreensão cumpridos, em cinco cidades paulistas.
Na casa de Nakayama, os policiais apreenderam um Corsa vermelho equipado com luzes e sirenes semelhantes às de uma viatura descaracterizada. Os investigadores ainda não sabem se o veículo foi usado na noite do sequestro, mas decidiram apreendê-lo por considerarem que ele pode ter relação com os crimes investigados.
De acordo com a investigação, Japa ajudou o também policial civil Rafael Juergen Shultz (ele está foragido) a realizar o crime em Artur Alvim. Ambos são investigados por atuar em um grupo armado que age como milícia na capital paulista, em especial nas zonas Leste e Oeste.
Além de Japa e Schultz, o irmão de um deles e um homem apontado como informante da polícia também são alvos da Corregedeoria.
Câmeras registraram ação
Três câmeras de monitoramento registraram o ataque, ocorrido em uma travessa da Rua Inês Monteiro, em Artur Alvim.
As imagens mostram que, por volta das 22h20, um grupo de seis homens conversava encostado em um muro. Pouco depois, um rapaz de blusa azul foi atacado de surpresa por dois homens armados.
Segundo a polícia, os três entraram em luta corporal e tiros foram disparados durante a briga.
Às 22h23, um carro preto parou no local. O veículo tinha luzes semelhantes a um giroflex piscando no para-brisa e na grade, imitando uma viatura policial descaracterizada.
O motorista desceu e também passou a agredir a vítima, que foi algemada e colocada no porta-malas da falsa viatura.
Em nota, a Corregedoria confirma a operação deste sábado.
“A Corregedoria da Polícia Civil realiza, neste sábado (22), uma operação para o cumprimento de mandados de busca e apreensão e de prisão temporária. A ação ocorre em cinco municípios do Estado. Um policial civil foi preso. As diligências prosseguem, bem como a investigação, que segue sob sigilo”.

