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Cubanos se dividem sobre legitimidade de ação americana após indiciamento de Raúl Castro nos EUA

BRCOM by BRCOM
maio 21, 2026
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Cubanos se dividem sobre legitimidade de ação americana após indiciamento de Raúl Castro nos EUA


À medida que a notícia do indiciamento do ex-presidente de Cuba, Raúl Castro, pelo Departamento de Justiça dos EUA se espalhava pelo mundo, muitos cubanos permaneciam no escuro. Os apagões generalizados na ilha, assolada pela escassez de combustível, e o sinais de telefonia instável ​​fizeram com que a notícia da nova e acentuada escalada de pressão de Washington sobre o governo cubano demorasse a chegar a muitos dos próprios moradores do país.
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Presos sob o jugo de um regime repressivo e sob as punitivas sanções americanas, os cubanos que acompanhavam as notícias em seus smartphones com telas escuras e televisores antigos se dividiam quanto à legitimidade das acusações americanas — que imputam a Castro denúncias de assassinato e conspiração no abate de dois aviões em 1996, que matou quatro pessoas, incluindo três americanos. Muitos, porém, compartilhavam um cansaço comum com o status quo.
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— Isso tem que mudar — disse Yoandy Benítez Ramirez, de 24 anos, operária de uma fábrica de tabaco em Havana.
Os cubanos enfrentam apagões, fome e uma crise de saúde, que se agravou depois que o governo do presidente americano, Donald Trump, praticamente cortou o fornecimento de petróleo para Cuba em janeiro, e muitos anseiam por uma solução que alivie seu sofrimento.
Trump usou uma acusação federal nos EUA contra Nicolás Maduro, o líder autoritário da Venezuela, como pretexto para reritá-lo do poder com uma operação em janeiro. Não se sabe se os militares de Washington estão se preparando para uma operação semelhante em Cuba. Mas muitos cubanos se perguntam se a acusação foi apenas mais uma manobra em uma dolorosa e prolongada campanha de pressão ou o catalisador para uma intervenção americana mais incisiva.
— Não acho que uma intervenção militar seja a solução, mas se for preciso, bem… o que precisamos é que isso acabe de uma vez por todas, agora mesmo — disse Yasiel Lugones, de 27 anos, motorista de entregas, sentado em sua motocicleta em Havana.
Homem bate panela perto de fogueira acesa durante protesto contra a falta de energia e os apagões no bairro de Lawton, em Havana, em 14 de maio
Yamil Lage/AFP
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Ele disse que esperava um desmantelamento completo de toda a classe dominante de Cuba. “Toda a liderança, toda a família Castro”, disse ele.
— É um ciclo sem fim, lidamos com a mesma coisa há mais de 60 anos — disse Lugones. — Eles passam o tempo agindo como se fôssemos uma propriedade, passando-a de mão em mão, e agora precisam ir embora. Não os queremos.
O governo cubano condenou imediatamente a acusação do Departamento de Justiça americano na quarta-feira. O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, classificou a acusação como “uma ação política, sem qualquer fundamento legal” e afirmou que ela estava sendo usada para justificar uma possível agressão militar contra a ilha.
Alguns cubanos consideraram as acusações ilegítimas, argumentando que Cuba agiu em legítima defesa após seu espaço aéreo ter sido repetidamente violado pelo grupo que organizou os voos na década de 1990, a Irmãos ao Resgate.
Pessoas fazem fila para comprar pão em uma rua de Havana, em 18 de maio
Yamil Lage/AFP
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— Cuba tomou a decisão correta ao abatê-los — disse Frank Alejandro Font, de 24 anos, engenheiro mecânico em Havana, alertando para os riscos de um ataque militar estrangeiro. — Muitos cubanos estão pedindo uma intervenção, mas sempre há danos colaterais.
Nos dias que antecederam o anúncio, circularam rumores em Cuba de que algo aconteceria na quarta-feira. Os EUA realizariam uma intervenção militar? Um grande protesto se formaria no país? Jovens cubanos brincavam com os mais velhos, dizendo que eles deveriam estar prontos para pegar velhos fuzis soviéticos guardados.
A piora das condições de vida em Cuba levou a um número crescente de protestos, mas especialistas dizem que é improvável que as manifestações se transformem em um levante popular que ameace o regime.
É difícil encontrar pesquisas de opinião confiáveis ​​em Cuba. Uma pesquisa recente do site de notícias cubano El Toque, que coletou mais de 40 mil respostas, constatou que cerca de 56% dos cubanos residentes na ilha e quase 70% dos que vivem no exterior apoiariam uma intervenção militar dos EUA.
Mural em Havana com imagens dos últimos líderes cubanos: Fidel Castro, Raúl Castro e Miguel Díaz-Canel
YAMIL LAGE / AFP
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Embora os resultados da pesquisa — que coletou respostas de participantes voluntários — não possam ser considerados representativos, suas conclusões provavelmente refletem o cansaço de muitos cubanos, disse o professor Michael J. Bustamante, professor de história e chefe do Departamento de Estudos Cubanos e Cubano-Americanos da Universidade de Miami.
— Não acho que isso signifique que os cubanos gostem da ideia de uma potência estrangeira entrar e resolver seus problemas — disse Bustamante. — Mas acho que as pessoas estão em um nível tão alto de exasperação e desespero que aceitarão ajuda de onde quer que ela venha.
Raúl Cardoso, um cubano aposentado de 70 anos, disse que, seja qual for a decisão dos EUA, eles deveriam simplesmente acatá-la.
— Se eles vão entrar, que entrem logo — disse Cardoso. — E se não, que parem de falar tanto.

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