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Cursos para altos executivos vira tábua de salvação para os cofres de Harvard. Veja por quê

BRCOM by BRCOM
julho 31, 2025
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Tata Hall recebeu esse nome em homenagem ao industrial indiano Ratan Tata, falecido em 2024 — Foto: Simon Sismard/Bloomberg

A Universidade de Harvard aumentou a participação da receita proveniente de programas que ajudam empresários a aprimorar os currículos. Isso oferece à instituição de ensino superior mais antiga dos Estados Unidos uma tábua de salvação enquanto ela enfrenta a maior crise de todos os tempos.

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Anos antes de o governo Trump suspender bilhões de dólares em financiamento federal devido a alegações de antissemitismo, discriminação e falta de pluralidade de ideias no campus, a universidade mais rica dos EUA dava maior ênfase à educação profissional e executiva.

Executivos que buscam aprimorar habilidades de gestão ou atualização em novas tecnologias pagam caro para cursos presenciais e online na renomada universidade, com recursos próprios ou com a ajuda dos empregadores.

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Esses programas agora proporcionam a Harvard uma receita relativamente protegida das tentativas de cortes de verbas federais do presidente americano Donald Trump — e ajudam a amenizar o impacto, enquanto os administradores veem as despesas aumentarem, os retornos do fundo patrimonial caírem e as doações diminuírem.

No geral, a educação executiva e a educação continuada para estudantes não tradicionais renderam quase US$ 600 milhões no ano passado, acima dos US$ 155 milhões de duas décadas atrás, mostram dados da universidade disponíveis publicamente.

Tata Hall recebeu esse nome em homenagem ao industrial indiano Ratan Tata, falecido em 2024 — Foto: Simon Sismard/Bloomberg

Ex-alunos dos programas de graduação e pós-graduação de Harvard às vezes criticam esses programas, publicam memes nas redes sociais sugerindo que eles não têm a seriedade da Ivy League. Além da educação executiva, Harvard também oferece programas para alunos que buscam uma formação continuada e um caminho não tradicional para obter um diploma.

Mas dar o selo de Harvard a cursos que permitem que gestores corporativos aprimorem a reputação e expandam redes de contatos têm proporcionado à universidade uma importante rede de segurança em um momento incerto para faculdades e universidades dos EUA.

O governo Trump tentou pressionar Harvard financeiramente, inclusive ao congelar mais de US$ 2,6 bilhões em financiamento federal para pesquisa e ao tentar revogar a isenção fiscal. Trump também buscou proibir a matrícula de estudantes estrangeiros, que frequentemente pagam a mensalidade integral.

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A universidade está em negociações com autoridades do governo sobre um possível acordo, embora os detalhes e o momento de um possível pacto permaneçam incertos.

As receitas dos programas de educação continuada e executiva representaram 9% da base de receita operacional de Harvard de US$ 6,5 bilhões em 2024, segundo o relatório financeiro da universidade. Em comparação, o financiamento federal para pesquisa representou 11%.

Os programas foram responsáveis por 42% da receita líquida de mensalidades e taxas da instituição em 2024, ante 26% em 2005.

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Os cursos sem diploma de Harvard variam de programas de certificação de curta duração a treinamentos presenciais de longa duração para executivos e profissionais seniores. Eles podem render de algumas centenas de dólares a mais de US$ 10.000 por aluno.

Um programa plurianual da Harvard Business School pode custar até US$ 150.000.

Harvard também oferece auxílio financeiro generoso para muitos alunos de graduação. A lei tributária sancionada por Trump este mês, no entanto, limita empréstimos para estudantes de pós-graduação.

A educação executiva também atraiu fundos de outro público-alvo de Harvard: bilionários que emprestam seus nomes a prédios na universidade.

Andre Esteves reformou uma residência em Harvard e financia bolsas de estudos para brasileiros na universidade — Foto: Tuane Fernandes/Bloomberg
Andre Esteves reformou uma residência em Harvard e financia bolsas de estudos para brasileiros na universidade — Foto: Tuane Fernandes/Bloomberg

O Tata Hall recebeu este nome em homenagem ao industrial indiano Ratan Tata, que faleceu em 2024 e frequentou o Programa de Gestão Avançada de Harvard, que prepara executivos para funções de liderança, na década de 1970.

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A Tata Companies e outras entidades filantrópicas doaram US$ 50 milhões à Harvard Business School para construir o edifício de 14.000 metros quadrados, concluído em 2013.

O brasileiro André Esteves, cofundador e CEO do gigante Banco BTG Pactual, e a esposa dele financiaram a reforma de uma residência universitária para educação executiva que leva seu nome na Harvard Business School. Esteves, que não se formou na instituição, também financiou bolsas de estudo para estudantes brasileiros.

Representantes da Tata e Esteves não comentaram sobre a reportagem.

A educação executiva foi a segunda maior fonte de receita da Harvard Business School no ano passado, com US$ 245 milhões. A educação online arrecadou outros US$ 70 milhões. A escola de negócios possui cerca de 42.000 alunos de educação executiva matriculados online, mais do que o dobro do número de 2019.

Os programas de educação profissional de Harvard apresentam um número grande e crescente de estudantes internacionais. Cerca de 70% dos 12.000 alunos de educação executiva da Harvard Business School vêm do exterior — um grande atrativo para muitos matriculados.

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Em maio, Raoul-Gabreil Urma, fundador de uma empresa de tecnologia educacional que vive no Reino Unido, concluiu um programa plurianual com três módulos presenciais, que custa cerca de US$ 150.000. Ele também fez um curso para se preparar para atuação em conselhos corporativos.

“É solitário ser dono de uma empresa e CEO”, disse Urma. É um dos poucos programas “que reúnem uma comunidade internacional de alto nível para aprendermos juntos e compartilharmos desafios”.

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