Segundo pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (21), o senador obtém 60% dos votos dados a Romeu Zema (Novo) na primeira etapa, 54% dos que optam por Ronaldo Caiado (PSD) e 48% dos obtidos por Renan Santos (Missão).
A unidade da direita é a principal aposta de Flávio Bolsonaro (PL) para um eventual segundo turno contra Lula (PT), mas a concordância entre os eleitores ainda parece um objetivo distante. A base dos principais candidatos direitistas se divide em parcelas mais ou menos iguais entre Lula e a opção por nulo/branco.
Para zerar a diferença contra Lula, de apenas quatro pontos no segundo turno, Flávio precisaria emplacar um discurso de unidade direitista contra o presidente, aumentando o apoio na base de seus concorrentes. Para isso, o candidato do PL busca não rebater provocações e reforçar que o objetivo maior é derrotar o PT, na tentativa de não alienar esses rivais.
Essa é uma das razões pelas quais ele não deve ir ao debate da Band neste domingo (23), em que, sem a presença de Lula, acabaria tendo de polarizar com o trio Zema, Caiado e Renan.
