O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, retirou nesta quarta-feira o ministro Alexandre de Moraes da relatoria do inquérito das fake news. Aberta há sete anos, a investigação é alvo de críticas com relação à condução do agora ex-relator.
Quaest: Eleitor de Cury rejeita três vezes mais continuidade de Lula do que volta de família Bolsonaro
Agregador de pesquisas: Datafolha e Quaest alavancam Cury no Rali, e Flávio reduz distância para Lula; veja números
O inquérito seguirá em vigor, agora sob o comando do próprio Fachin. A medida é uma tentativa de contornar a crise na Corte diante do embate entre Moraes e André Mendonça.
Veja a seguir uma linha do tempo com os principais momentos do inquérito das fale news.
Março de 2019
O procedimento é instaurado sem provocação do MP pelo então presidente do Supremo, Dias Toffoli, para investigar ataques ao STF. Toffoli entregou a relatoria a Alexandre de Moraes.
Abril de 2019
Moraes determina a retirada do ar de reportagem da Crusoé e do site O Antagonista que mencionava Toffoli em contexto envolvendo a Odebrecht, sob a justificativa de fake news. A decisão foi revogada após recursos.
Maio de 2020
Moraes expede 29 mandados de busca e apreensão contra blogueiros e empresários como Allan dos Santos, Luciano Hang, Otávio Fakhoury e o ex-deputado Roberto Jefferson. Seis parlamentares foram alvos, como Bia Kicis e Carla Zambelli.
Junho de 2020
Após o inquérito ser alvo de questionamento, o STF declara a constitucionalidade da investigação por 10 a 1. O único a divergir foi o ministro Marco Aurélio Mello.
Fevereiro de 2021
Moraes determina a prisão em flagrante de Daniel Silveira após a divulgação de vídeo com ataques e ameaças a ministros do Supremo e elogios ao AI-5.
Agosto de 2021
O então presidente Jair Bolsonaro é incluído no inquérito a partir de notícia-crime encaminhada pelo TSE por declarações públicas com alegações de fraude nas urnas eletrônicas.
Junho de 2022
O relator manda incluir no inquérito o Partido da Causa Operária, que defendeu a dissolução da corte em postagens. Para Moraes, as mensagens atingiram a honra do STF e TSE.
Novembro de 2024
Moraes compartilha investigação sobre golpe com o das milícias digitais e das fake news. No relatório final do golpe, a PF citou as duas investigações, também sob relatoria de Moraes.
Fevereiro de 2026
O inquérito passa a investigar acessos indevidos a sistemas da Receita Federal que teriam exposto dados sigilosos de ministros do STF e seus familiares.
O presidente de sindicato de auditores, Kléber Cabral, é ouvido pela PF como investigado. Em entrevista, Cabral havia feito críticas à operação contra servidores por suspeita de vazamento de dados.
Em carta a Fachin, OAB pede o fim do inquérito, manifestando “extrema preocupação institucional com a permanência e conformação jurídica de investigações de longa duração.
Março de 2026
Moraes determina busca e apreensão contra o jornalista maranhense Luís Pablo Conceição Almeida por suposto crime de perseguição contra o ministro Flávio Dino.
Abril de 2026
Gilmar Mendes envia notícia-crime a Moraes solicitando que o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) seja investigado no âmbito desse inquérito. O motivo é um vídeo publicado pelo pré-candidato à Presidência com críticas a Gilmar.
Setembro de 2026
Em despacho protocolado no âmbito do inquérito das fake news, Moraes pede investigação do ministro André Mendonça por indícios de crimes na relatoria do caso Master. De pronto, Fachin retira o pedido do escopo do inquérito. Dias depois, nesta quarta-feira, o presidente do STF remove Moraes da relatoria.
De Bolsonaro, Hang e até o PCO como alvos à remoção de Moraes da relatoria: a linha do tempo do inquérito das fake news
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, retirou nesta quarta-feira o ministro Alexandre de Moraes da relatoria do inquérito das fake news. Aberta há sete anos, a investigação é alvo de críticas com relação à condução do agora ex-relator. Quaest: Eleitor de Cury rejeita três vezes mais continuidade de Lula do que volta […]