Qual cinéfilo (principalmente fã de musicais) nunca sonhou em caminhar pela estrada de tijolos amarelos com Dorothy, dançar sob a chuva com Don Lockwood ou até voar com o guarda-chuva de Mary Poppins? Para dar vida a esse possível desejo dos paulistanos, a Cinemateca Brasileira, na Zona Sul de São Paulo, realiza a mostra “Musicais ao ar livre” em sua área externa, entre quinta (17) e sábado (19). Durante as três noites, o público poderá assistir gratuitamente a seis produções clássicas do gênero e cantar (sim, em voz alta) músicas que marcaram gerações.
A programação reúne longas de diferentes décadas e nacionalidades — com destaque para um brasileiro —, a fim de trabalhar a diversidade estética e narrativa dos musicais. Na quinta-feira, a mostra abre às 18h30 com “Cantando na chuva” (1952), que retrata a transição do cinema mudo para o falado na década de 1920, em Hollywood. Dirigido, coreografado e estrelado por Gene Kelly (Don Lockwood), o filme ficou amplamente conhecido pela performance de Kelly na canção “Singin’ in the Rain”.
Ainda na quinta, às 20h30, ocorre a sessão de “Os guarda-chuvas do amor” (1964), clássico francês de Jacques Demy. Ganhador da Palma de Ouro no Festival de Cannes, o longa narra um dilema amoroso de Geneviève, interpretada por Catherine Deneuve.
Na sexta (18), o público assiste às 18h30 a “Cavadoras de ouro” (1933). Dirigido por Mervyn LeRoy e Busby Berkeley, a produção é baseada na peça homônima da Broadway, sucesso entre 1919 e 1920, que conta a história de um grupo de artistas que busca financiamento para produzir um novo espetáculo. Às 20h30, a sessão será de “O mágico de Oz” (1939), clássico americano de Victor Fleming, baseado no livro homônimo de L. Frank Baum. O longa, que tem Judy Garland como a protagonista Dorothy, fez sucesso com a virada do preto e branco para o Technicolor e por sua célebre trilha sonora, com canções como “Over the rainbow” e “Ding dong! The witch is dead”.
As exibições do último dia começam à moda brasileira, com “Ópera do malandro” (1985), adaptação cinematográfica de Ruy Guerra da peça homônima de Chico Buarque, de 1978. A obra, que completa 40 anos em 2025, conta a história do malandro e elegante Max (Edson Celulari) que explora a cena boêmia do bairro da Lapa, no Rio, e vive de pequenos truques, até conhecer Ludmila (Cláudia Ohana), filha do dono do cabaré que pretende fazer contrabando. A sessão será, novamente, às 18h30.
A mostra encerra com a exibição de “Mary Poppins” (1964), clássico da Disney estrelado por Julie Andrews — que neste ano comemora 90 anos de vida. Sob direção de Robert Stevenson, o longa, combina combina cenas live-action com sequências animadas e acompanha a chegada da babá mágica Mary Poppins (Andrews) à casa da família Banks, para cuidar dos irmãos Jane (Karen Dotrice) e Michael (Matthew Garber).
A mostra ocorre na Cinemateca Brasileira (Largo Senador Raul Cardoso, 207, Vila Mariana), de quinta (17) a sábado (19). A entrada é gratuita e a ocupação dos assentos será por ordem de chegada. Durante as exibições, a organização convida os visitantes a cantar junto as canções.