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Déficit externo da indústria de alta tecnologia acende alerta antes mesmo de tarifaço de Trump, diz Iedi

BRCOM by BRCOM
setembro 10, 2025
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A CATL, fabricante chinesa de baterias, exibe produtos em feira de automóveis em Xangai: indústria da China avançou na tecnologia — Foto: Qilai Shen/The New York Times

O déficit do comércio exterior da indústria de transformação, atividade mais atingida pela sobretaxa adicional de 40% imposta pelos EUA a partir de agosto sobre as exportações do Brasil, atingiu US$ 37,2 bilhões no primeiro semestre, recorde para o período, com destaque para um rombo também recorde de US$ 25,1 bilhões na troca de bens de alta intensidade tecnológica, segundo estudo do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi).

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A guerra comercial do presidente americano, Donald Trump, pega a indústria brasileira já num momento de dificuldades com a competitividade internacional, e promete mais turbulências, tanto porque cria barreiras em um dos mais importantes mercados para manufaturados do Brasil quanto porque poderá impulsionar, ainda mais, a invasão de produtos da China e de outras potências industriais no mercado nacional.

O tombo de 18% nas vendas do Brasil para os EUA em agosto já foi um primeiro alerta.

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Segundo o economista-chefe do Iedi, Rafael Cagnin, o Brasil tem déficit comercial na indústria de transformação desde por volta de 2010, na esteira da crise financeira global de 2008 e do avanço ainda maior da indústria chinesa no mundo todo. E esse rombo foi piorando ano após ano.

Antes mesmo do tarifaço de Trump, a balança comercial do primeiro semestre já tinha alguns recordes negativos relacionados à baixa competitividade internacional da indústria brasileira, mostra o levantamento do Iedi — com base nos dados oficiais de comércio exterior, conforme classificação da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

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  • Rombos recorde na alta tecnologia
  • Efeitos secundários preocupam mais do que impactos diretos
      • Déficit externo da indústria de alta tecnologia acende alerta antes mesmo de tarifaço de Trump, diz Iedi

Rombos recorde na alta tecnologia

No primeiro semestre, os déficits recorde no comércio exterior de bens de alta intensidade tecnológica (US$ 25,1 bilhões) e de média-alta tecnologia (US$ 40,5 bilhões) apontam para uma segunda fase do avanço da China.

Nos últimos dez anos, as indústrias chinesas passaram de produtos mais básicos, com produção intensiva em mão de obra, para o desenvolvimento e fabricação de bens de alta tecnologia, lembrou Cagnin. A guerra comercial é um motivo para a China avançar ainda mais em mercados além dos EUA.

A CATL, fabricante chinesa de baterias, exibe produtos em feira de automóveis em Xangai: indústria da China avançou na tecnologia — Foto: Qilai Shen/The New York Times

— Dada a falta de competitividade, e que todo mundo vai tentar diversificar mercados, o Brasil poderá sair perdendo. Haverá um risco adicional de perder mercado (externo) para outros fornecedores — afirmou Cagnin.

Há riscos também no mercado doméstico. A indústria nacional tem defasagem tecnológica e poderá perder ainda mais espaço para importados mais baratos, mesmo com alta tecnologia, vindos da Ásia, disse o economista do Iedi.

Efeitos secundários preocupam mais do que impactos diretos

Para Cagnin, os impactos negativos dos desvios de comércio — um efeito secundário do maior fechamento do mercado americano — deverão ser maiores do que os prejuízos diretos nas trocas bilaterais entre Brasil e EUA.

Mesmo assim, os impactos diretos são importantes: as exportações de alguns dos setores mais vulneráveis à sobretaxa americana ajudam a mitigar o rombo na balança comercial da indústria.

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Segundo o estudo do Iedi, nos produtos de média intensidade tecnológica, o superávit (US$ 601 milhões) do primeiros semestre foi o menor desde 2014 — apesar do salto de 15,8% nas exportações de produtos metalúrgicos, que têm nos EUA seu principal mercado e cujas vendas serão atingidas pelo tarifaço.

Nos bens de média-baixa intensidade tecnológica da indústria da transformação, o saldo comercial foi positivo no primeiro semestre, com US$ 27,9 bilhões, mas o resultado foi obtido com uma queda de 1% nas exportações, ante a primeira metade de 2024.

Nesse grupo estão os alimentos industrializados e os produtos industriais de madeira. Os segundos, que tiveram alta nas exportações, também têm nos EUA seu principal mercado externo e serão atingidos pela sobretaxa.

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